Micro-ônibus são ‘mal necessário’, diz Consórcio Guaicurus sobre frota com carros menores

20 dos 55 novos ônibus foram entregues e o restante chegará até final de novembro

O Consórcio Guaicurus junto a Prefeitura Municipal entregou, na tarde desta terça-feira (22), 20 dos 55 novos ônibus que devem integrar o transporte público de Campo Grande. Os novos veículos começam a roda a partir de semana que vem.

Conforme o prefeito Marquinhos Trad, os veículos ainda precisam passar por emplacamento e algumas instalações elétricas e explicou que o restante dos ônibus convencionais deve chegar no dia 10 de novembro e os 15 micro-ônibus chegarão no final do mês.

Foto: Minamar Júnior, Midiamax

“Com a chegada dos novos ônibus, a idade média da frota cai para 5.4 anos, o que fica dentro do prazo previsto no contrato. Nos últimos três anos, foram 176 novos ônibus que chegaram em Campo Grande, ou seja, um terço da frota já foi renovada”, contou o prefeito.

O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, informou que não há linhas específicas em que os novos veículos vão operar. “Eles vão ficar à disposição das empresas e serão distribuídos de acordo com a necessidade”, pontuou.

Rezende revelou que inicialmente o Consórcio se negou a comprar novos ônibus com ar condicionado neste ano e foi até a prefeitura pedir a Marquinhos que abrisse mão da exigência, mesmo sendo uma promessa de campanha do prefeito. “Nessa compra, pedimos para que abrisse mão dos ônibus com ar, porque esse ano não havia previsão de comprar, mas como fomos bastante pressionados para comprar, pedimos”, disse.

Os novos ônibus custaram R$ 16,5 milhões, sendo R$ 300 mil cada. Caso veículos viessem com ar, o valor saltaria R$ 3 milhões a mais, o que não seria viável para o Consórcio, afirmou Rezende.

‘Mal necessário’

Marquinhos Trad informou que os polêmicos 15 micro-ônibus que chegarão à Capital tem compra prevista no contrato e ainda não tem definição de quais linhas do transporte público vão trafegar.

João Rezende também comentou que a compra dos veículos é um “mal necessário” pois existem ruas da cidade que não comportam os veículos maiores. “Os micro-ônibus, assim como os outros, serão instalados de acordo com a demanda da linha. Hoje os micro-ônibus é um mal necessário porque algumas linhas impedem que os ônibus convencionais andem”, disse o presidente da empresa, citando como exemplo a Avenida Bom Pastor.

A possibilidade de os micro-ônibus circularem em bairros de pequenos fluxo de passageiros já havia sido adiantado em reportagem do Jornal Midiamax. O especialista em trânsito Carlos Alberto Pereira, explicou que a escolha dos micros foi devida as condições da malha viária de alguns pontos da cidade.

“A partir dos terminais, onde os ônibus convencionais chegam e os passageiros precisam descer para ir para as microrregiões, os micro-ônibus se tornam mais interessantes, porque o número de passageiros é menor em alguns bairros. Outra situação interessante é a implantação de micro-ônibus nas ruas da região central, porque aí seria um transporte bem mais ágil”, disse o especialista.

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