“Nosso objetivo principal é humanizar o trabalho do Ministério Público no Brasil”, diz Corregedor Nacional

MPs do estado passaram por correição geral nesta semana. Objetivo do órgão é ouvir a população e melhorar o atendimento e os procedimentos dos órgãos

Foi realizado na manhã de hoje (4) a cerimônia de abertura da correição-geral em instituições do Ministério Público que atuam em Mato Grosso do Sul. O trabalho, que começou nesta segunda e vai até a próxima sexta-feira (8), será realizado pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Segundo o órgão a iniciativa é verificar a efetividade da atuação funcional dos órgãos.

Serão avaliados pelo Conselho o MP-MS (Ministério Público Estadual) e esferas do Ministério Público da União, como: MPF (Ministério Público Federal), MPT-MS (Ministério Público do Trabalho) e MPM (Ministério Público Militar). Segundo o Corregedor Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel Moreira, a política do órgão é trabalhar no intuito educacional e, em último caso, atuar de forma punitiva.

“Nós queremos orientar os promotores afim de estabelecer uma relação mais próxima com a sociedade. É função do Ministério Público receber vereadores, prefeitos, deputados e governadores, pois devemos desenvolver um respeito muito grande com os poderes Executivo e Legislativo”, explicou.

Orlando Rochadel Moreira, Corregedor do MP – Foto: Flávio Veras/Midiamax

Outro objetivo do trabalho também é estreitar o acesso da população nos órgãos. “Nós estaremos dispostos a ouvir todas as observações ou queixas dos cidadãos. Toda a população desse estado tem o direito de ser atendida por um membro do MP. A nossa orientação aos colegas que atenda qualquer pessoa, desde a mais humilde até um magistrado da mesma forma, pois o respeito deve sempre prevalecer”, ressaltou.

Em relação a corrupção, o Corregedor explicou que em Mato Grosso do Sul não existe nenhum tipo de denúncia desse tipo e a escolha do estado para o trabalho está previsto em um cronograma estipulado pela Corregedoria. “Nós iremos ouvir toda e qualquer tipo de denúncia, caso tenha uma grave é nosso dever apurá-la e tentar solucionar o problema. Nós promotores temos que ser figuras exemplares, ou seja, temos que dar o exemplo”, ponderou.

“Juridiquês”

Durante a fala para a plateia de promotores, o Corregedor explicou que os MPs devem fugir da linguagem formal, o chamado ‘juridiquês’, pois todos os membros da sociedade têm que entender o trabalho dos órgãos. “A pessoa mais humilde não tem a compreensão do que seria o termo transito enjugado, por exemplo. Portanto devemos atuar de forma didática para que todos saibam o real papel do Ministério Público em nossa sociedade”, finalizou.

Flávio Veras/Midiamax
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