Névoa de fumaça em Campo Grande pode ser de queimadas no Pantanal, diz Defesa Civil

Moradores de bairros em regiões distintas relatam a respeito da névoa

Uma névoa de fumaça com cheiro de queimado surgiu em diversos pontos de Campo Grande na noite desta terça-feira (05). Moradores de bairros em regiões distintas como Santo Amaro, Rita Vieira, Centro, Parque dos Poderes, Vila Margarida, União entre outros, relatam a respeito da névoa.

O tenente coronel coordenador do Cedec-MS (Coordenadoria de Defesa Civil de MS), Fábio Catarineli acredita que a fumaça pode ser devido ao incêndio de enormes proporções do . “Pode ser do incêndio do Passo do Lontra”, diz a respeito da área que pertence a Corumbá, nas margens do Rio Miranda, localizada a aproximadamente 318 quilômetros de Campo Grande.

Mesmo com o tempo nublado e com a névoa de fumaça, uma leve chuva caiu na região do Santo Amaro.

Equipes de combate às queimadas estão concentradas em três regiões no , no Passo do Lontra, reserva Rio Negro e próximo ao Forte Coimbra. Para ajudar na comunicação, prejudicada com a queima da fibra óptica em Corumbá, o Exército monta uma base na região.

Ainda de acordo com Catarineli, dos 35 bombeiros que seriam enviados pelo Distrito Federal, 8 chegaram a região no sábado (2), junto com o avião air tractor. “O restante dos bombeiros, 27, saem do DF na quarta-feira dia 6 pela manhã, para reforçar o combate aqui na região”, explicou.

Ao todo, a força-tarefa de combate aos incêndios conta com 120 homens, sendo 70 do Prevfogo do Ibama e 50 bombeiros, além de três aviões Air Tractor (dois do ICMbio e um do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso) e três helicópteros (Polícia Militar de MS, Ibama e Polícia Rodoviária Federal).

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) suspeita que os incêndios registrados em Mato Grosso do Sul foram provocados por ação humana. A autarquia informou à Agência Brasil que autoridades competentes já abriram investigação para apurar as ocorrências.

De acordo com o Ibama, os casos têm sido identificados desde agosto em torno dos municípios de Corumbá, Aquidauana e Miranda. A estimativa é que a área atingida já chegue a 130 mil hectares,

 

 

 

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