Nesse calorão risco de choque térmico é baixo e hidratação é o mais importante

Queda de pressão e frequência cardíaca podem acontecer, mas não oferecem grandes riscos, diz médico

Com o calorão é natural que as pessoas passem mais tempo no ar condicionado para se refrescar, quando podem. No dia a dia do trabalhador é comum passar dos 40°C de temperatura aos 14°C na empresa em uma fração de segundos, mas quais os riscos para a saúde?

De acordo com o médico pneumologista Henrique Ferreira de Brito, o maior risco para a saúde humana nesse tempo de calorão é a desidratação. “Nas variações de temperatura do dia a dia a possibilidade de um choque térmico é mínima. Para que aconteça esse tipo de situação precisa existir uma variação muito grande. Pode acontecer o efeito de queda ou elevação da pressão arterial e da frequência cardíaca, mas nada que ofereça grandes riscos como a desidratação que é o maior problema nesse período”, explicou.

O profissional destaca ainda que o uso de ar condicionado diminui ainda mais a umidade no ar e por isso é importante manter também o ambiente hidratado. “O ar condicionado resfria o ambiente ressecando o ar e a umidade já está muito baixa, as recomendações são as que a gente já tem visto por ai, se manter hidratado, evitar ingestão de bebida alcoólica que as pessoas acham que hidrata, mas desidrata ainda mais. Usar soro fisiológico nas narinas, manter os ambientes também umidificados”, ressalta.

“A combinação do calor extremo com a secura do ar é um combustível muito ruim para o organismo podendo causar até desmaios e casos de desidratação graves”, concluiu.

CG 40 graus

Vale destacar que, nesta segunda-feira (16) a temperatura máxima em Campo Grande chegou aos 39°C e a sensação térmica bateu os 43,2°C.  A umidade relativa do ar ficou em 12%, deixando a cidade em alerta de emergência.

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