Após pressão contra protesto na Assembleia, servidores do HRMS cobram reunião com Reinaldo

Segundo categoria, as conversas com o secretário de saúde não têm sido produtivas

Depois que servidores do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) denunciaram pressão para não comparecerem à manifestação na Assembleia Legislativa, o presidente do sindicato da categoria usou a tribuna para pedir apoio aos deputados. Os servidores pedem ajuda para que possam se reunir com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e discutir a realidade do hospital.

O presidente do Sintess-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul), Ricardo Bueno, explica que a categoria precisa discutir diretamente com o governador. Segundo ele, as conversas com o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Geraldo Resende, não têm sido produtivas.

“O diálogo com o secretário tem sido dificultoso. Espero que os deputados abracem a ideia e a gente consiga conversar com o governador. Precisamos discutir os números [referentes aos gastos no hospital]”, diz.

Bueno conta que o hospital passa por uma série de dificuldades referentes aos materiais. Segundo ele, faltam medicamentos e insumos, o que dificulta o trabalho do servidor. Com isso, muitas vezes o funcionário do hospital é que é visto como ‘culpado’. “Isto está expondo o servidor, o servidor está ali de frente sendo agredido pela população”.

Bueno ainda criticou a possibilidade de terceirização do Hospital Regional. Ele citou como exemplo o HR de Ponta Porã, que é administrado por OSs (Organizações Sociais). Na semana passada, o secretário Geraldo Resende comentou que havia possibilidade de o HRMS ser uma PPP (Parceria Publico-Privada) ou OS (Organização Social). Resende ainda frisou que nenhum hospital do país que tenha administração direta do Estado, União ou Município, tem um bom exemplo para dar.

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