MS tem a 6ª menor taxa de analfabetismo do país, aponta pesquisa

PNAD Contínua 2018 Educação foi apresentada nesta quarta (19)

Mato Grosso do Sul tem 5% das pessoas com mais de 15 anos – cerca de 105 mil indivíduos – sem saberem ler e escrever. O índice, considerado positivo, é o 6º menor do país, conforme trouxe a PNAD (Pesquisa nacional por Amostra de Domicílios) Contínua 2018 – Educação, divulgada nesta quarta-feira (19).

De forma geral, os números são bons para o Estado, que em relação à população analfabeta, ocupa a sexta melhor colocação – ao lado do Paraná – ficando atrás do Rio de Janeiro (2,4%), Santa Catarina (2,5%), São Paulo (2,6%), Rio Grande Do Sul (3%) e Distrito Federal (3,1%). Em comparação com 2016, houve diminuição de 1,3% nessa taxa, de acordo com a pesquisa, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O estudo traz, ainda, que a taxa de analfabetismo em MS segue sendo mais alta entre pessoas mais velhas: 16,3% entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade em 2018. Comparado a 2017, o número sofreu queda de 0,1 ponto percentual.

Ao mesmo tempo, o levantamento registra que entre homens com mais de 15 anos, a taxa de analfabetismo caiu de 5,1% para 4,5% – a 7ª menor entre os Estados. Já entre mulheres, o índice é de 5,5% – a 6ª menor entre os Estados. Vale lembrar, porém, que neste grupo o analfabetismo voltou a crescer: em 2016, o índice era de 6,4%. Em 2017, houve queda para 5%, mas o indicador voltou a subir para os 5,5% atuais em 2018.

O número de analfabetos com mais de 15 anos também é maior entre a população de pele negra ou parda, com 6,1% sem saberem ler ou escrever. Entre brancos, o índice é de 3,6%.

Entre as pessoas com 25 anos ou mais, 44,4% tinham concluído ao menos o ensino médio. O número é inferior à media nacional, que é de 47,4%. Completa a estatística outro dado: em MS, 42,83% das pessoas com a mesma faixa etária não tinham instrução ou possuíam o fundamental incompleto. Este número, no entanto, vem melhorando desde 2016, quando correspondia a 45,8% e, no ano seguinte, 42,9%.

Confira AQUI as tabelas completas da pesquisa (regional MS).

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