Presidente da Comissão de Transporte promete cobrar Consórcio sobre ônibus parados

Vereador Júnior Longo disse que como está 'sobrando ônibus' não pode haver atraso em linhas

O presidente da Comissão de Transportes da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Júnior Longo (PSB) afirmou que a matéria publicada nesta segunda-feira (24), pelo Jornal Midiamax, que flagrou 118 ônibus parados nas ruas laterais dos terminais de ônibus da Capital e nas empresas que compõe o Consórcio Guaicurus servirá de base para nova cobrança à empresa que explora o transporte público na cidade.

A reportagem foi às ruas na quarta-feira (19) verificar denúncia e flagrou 118 coletivos estacionados nos arredores de cinco terminais e nas garagens da Viação Jaguar e Cidade Morena. A ronda, documentada em vídeos e fotos, foi realizada entre as 10h e as 14h, ou seja, pegou todo o horário de pico no movimento do almoço. Por questão de logística, a reportagem deixou fora da rota de visita o terminal Júlio de Castilho e as garagens da Viação Campo Grande e Viação São Francisco.

Mesmo assim, o número de ônibus flagrados parados é o dobro do apontado pela Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) como “frota reserva”, que seria de 50 carros. Com menos ônibus rodando, a velocidade média nas viagens cai junto com o total de quilômetros rodados.

“É mais uma ferramenta para a gente fazer a cobrança, porque se tem carro sobrando, não pode ter carro faltando nas linhas. Tem que ver a escala como que está para ver se não está faltando ônibus nas ruas”, declarou o parlamentar.

Para o presidente da Comissão, se o Consórcio Guaicurus não melhorar os serviços prestados, ele poderá perder usuários definitivamente. “Se o poder público e principalmente o consórcio não mudar, vamos perder usuário e daí não vai ter medida nenhuma que a gente vai realizar que vai fazer voltar o usuário, a não ser modernizar e dar um serviço de melhor qualidade. É o que eu venho defendendo”.

Conforme Longo, muitos de seus funcionários já teriam afirmado que preferiam usar o dinheiro gasto com o transporte público para pagar a parcela de uma motocicleta. “Se você fizer as contas de quanto gasta por mês às vezes o camarada acha que compensa pagar uma prestação de uma moto e colocar combustível sai muito mais em conta do que gastar com transporte coletivo, então a gente tem que acordar para isso”.

O parlamentar também acrescentou que a imprensa é “fundamental” para que essas cobranças seguem até o público interessado. “Vocês estão fazendo um trabalho muito bom na imprensa, que é nos ajudar a fazer essa cobrança. A gente faz a cobrança lá e às vezes não chega, então vocês da imprensa são fundamentais para fazer essa cobrança sair do papel, porque é muito fácil jogar a culpa nos outros”, finalizou.

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