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‘Má fama’ de celulares no Camelódromo é culpa de ladrões disfarçados, dizem lojistas

Nos boxes, os comerciantes entregam recibo e garantia de 3 meses

Proprietários de boxes do Camelódromo de Campo Grande afirmam que a má fama na venda de aparelhos celulares foi construída por uma minoria de comerciantes e também de ladrões que se disfarçam de clientes. Na manhã desta terça-feira (21), durante operação, a Polícia Civil encaminhou um homem à delegacia e alertou a população sobre a compra e venda de aparelhos roubados.

Há vários comerciantes no Camelódromo que apostam na venda de celulares. O diferencial, conforme os vendedores, é o preço. A maioria dos aparelhos colocados à venda são novos e originais. As marcas mais vendidas são: Samsung, Motorola, LG, e as importadas, Xiaomi e Blu. Os valores variam de R$ 100 a R$ 1,6 mil.

O proprietário de um dos boxes, Robson Correa Moreira, de 39 anos, afirma que no ato da venda um recibo é oferecido ao cliente. “Não é uma nota fiscal, mas oferecemos três meses de garantia e os aparelhos são novos, raramente acontece algum imprevisto e quando há, realizamos a troca”, diz.

Foto: Minamar Júnior

No Camelódromo, os aparelhos mais baratos são os analógicos, geralmente usados por pessoas com pouco conhecimento do sistema operacional Android. É possível encontrar também os top de linha, como a linha Galaxy da Samsung. Um S8, por exemplo, custa R$ 1,6 mil.

Em relação a má reputação de aparelhos vendidos no Camelódromo, o comerciante Diego Freitas, de 31 anos, que conserta e vende aparelhos usados, destaca que diariamente recebe propostas para comprar aparelhos sem procedência, e esse seria um dos problemas.

“Muitos aparecem oferecendo aparelhos sem nota fiscal, mas não compro sem documentação. A maioria dos celulares usados que revendo são de clientes conhecidos e antigos, então não tenho problema, mas antes de realizar a compra com um desconhecido, solicito toda a documentação dele e verifico se está inadimplente. Se estiver, não compro”, disse.

Quem queima o filme?

Conforme os proprietários de boxes, vendas ‘atravessadas’ de pessoas que nem trabalham no local, queimam o filme do camelódromo. Segundo o comerciante Robson Correa, esses terceiros percebem o interesse dos clientes em algum aparelho e quando a compra não dá certo com o vendedor do box, posteriormente, eles abordam o cliente e oferecem o que seria a mercadoria roubada ou furtada.

“Acontece muito isso aqui. Uma pessoa que parece ser visitante ou freguês, presta atenção na conversa, aborda o cliente depois e oferece um aparelho sem garantia, por um preço bem mais em conta. Depois de um tempo esse celular estraga e a pessoa conta para os outros que comprou o telefone no camelódromo. As coisas já não estão fáceis, ainda queimam nosso filme, é complicado”, relata.

Foto: Minamar Júnior

 

 

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