Feriado que existe desde 1890 ‘pegou consórcio de surpresa’, diz João Rezende após protesto

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Após um grupo de mulheres terem se mobilizado para manifestar no Terminal Morenão na manhã desta sexta-feira (15) por conta da falta de ônibus neste feriado, o presidente do Consórcio Guaicurus afirmou que o imprevisto aconteceu porque a movimentação do feriado pegou Consórcio Guaicurus de surpresa.

Em conversa com o Jornal Midiamax, o diretor da empresa disse que o fato do comércio da Capital abrir normalmente neste feriado de Proclamação da República fez com que ocorrido acontecesse.

“O que tivemos foi um movimento do comércio diferente de um feriado comum, porque alteração do Consórcio não teve. Como feriado, nós escalamos a frota. Esse feriado não foi diferente dos outros feriados em termos de escala. Nesse feriado, não reduzimos a frota além daquilo que é normal do feriado. O que tivemos foi um aumento na demanda em função de que o comércio abriu, mais do que normalmente abre em um feriado”, disse João Rezende.

CDL publicou na terça-feira (12) que comércio poderia abrir normalmente | Foto: Reprodução

Questionado se a movimentação do comércio da cidade não poderia ser prevista pelo Consórcio – apesar de que a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) já havia anunciado que o comércio poderia abrir normalmente – João Rezende disse que não foi possível e afirmou que faltou diálogo com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito).

“Deveria ter tido uma comunicação melhor entre o setor do comércio, a Agetran e o Consórcio. Mas não houve. Não estou querendo transferir a culpa desse ocorrido para a Agetran, o comércio ou nós. Em um próximo feriado vamos estar em sintonia. Se esse feriado teria sido igual aos demais, não teríamos problema nenhum. Foi um dia atípico, mas a escala não foi atípica”, finalizou o presidente do Consórcio.

Entenda

Várias mulheres fecharam a passagem de ônibus no Terminal Morenão, localizado na Avenida Costa e Silva em Campo Grande, por falta de ônibus da linha 070, que percorre a Avenida Eduardo Elias Zahran. Elas reclamam que os ônibus chegam ao terminal a cada 30 minutos e já estão lotados, não sendo suficientes para atender a população.

Algumas mulheres, diaristas e empregadas domésticas, vendedoras, atendentes, precisam ir trabalhar, mas como não conseguem embarcar, já estão atrasadas.

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