Interdição da MS-156 entra no terceiro dia e indígenas devem negociar com a prefeitura de Dourados

Reunião na manhã desta quinta-feira pode terminar com os protestos e liberar a rodovia

Universitários indígenas seguem com a interdição na rodovia MS-156, entre Dourados e Itaporã, pelo terceiro dia e a quinta-feira (3) pode trazer novidades para o caso. De acordo com informações obtidas pelo Jornal Midiamax, uma reunião ainda pela manhã pode encerrar o protesto.

O encontro deve acontecer na prefeitura de Dourados com secretários do governo e representantes indígenas. Nele, será discutido acordo para resolver o problema do transporte escolar e com isso a liberação da rodovia.

O Jornal Midiamax esteve novamente na região de protesto e o bloqueio segue nos dois sentidos com os universitários presentes no local.

Nesta quarta-feira, a prefeitura de Dourados relatou ao Midiamax que não havia como solucionar o problema, visto que há dificuldades financeiras e que a frota própria de ônibus precisa de manutenção e somente uma licitação para contratação de empresa especializada poderia fazer o concerto. Essa licitação chegou a ser aberta, mas foi suspensa na terça-feira (1) e não prazo para ser retomada.

Além disso, a prefeitura alega que a lei 3.870, de fevereiro de 2015, não obriga a prefeitura fazer o transporte escolar e sim autoriza a realização do serviço.

O caso

Na terça-feira, um grupo de estudantes indígenas e algumas lideranças interditaram a rodovia MS-156, no trecho de entrada das aldeias Jaguapiru e Bororo, como protesto pela falta do transporte escolar de cerca de 140 estudantes há mais de um mês.

Os representantes do protesto alegam que tentaram por diversas vezes negociar com a prefeitura de Dourados e nenhuma providência foi tomada.

No mesmo dia, uma criança morreu na Jaguapiru e a mãe registrou boletim de ocorrência relatando que o socorro não conseguiu chegar a tempo por ficar preso no bloqueio. Os protestantes rebateram e disseram que veículos de saúde não estão sendo impedidos de passar.

A prefeitura disse que não tem como solucionar o problema e indígenas disseram que vão seguir no local até a volta dos ônibus.

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