Há um mês sem chuva, Campo Grande pode virar o mês sem nenhuma gota d’água

No ano passado, a Capital ficou sem chuva por 44 dias; umidade relativa pode chegar a 20%

Campo Grande está há quase um mês sem chover e a previsão para quem esperar qualquer pancada de chuva não é nada animadora, pois conforme a previsão, a Capital pode virar o mês sem ver nenhuma gota d’água. No ano passado, a cidade teve recorde de 44 dias sem chuva.

Conforme o meteorologista Natálio Abrão, Campo Grande não tem sinal de nuvens carregadas há 29 dias e a cidade no estado que mais tem sofrido com a estiagem é Aquidauana, que está há 50 dias sem chuva.

E para quem espera ver um “pé d’água” em Campo Grande nos próximos dias, pode sossegar. Pois de acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo e Clima), não há prognóstico de chuva até o dia 28 e possibilidade é que só deva ocorrer chuva na cidade em setembro.

O tempo seco também tem deixado a umidade relativa do ar “lá embaixo”, principalmente a tarde. Na Capital os índices podem chegar a apenas 20%, que é considerado de perigo para a saúde. Confira algumas orientações:

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;
  • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins, etc.;
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, etc.;
  • E o principal: consumir água à vontade.

Faixa amarronzada

Na segunda-feira (12) pela manhã, uma faixa “misteriosa”, de cor amarronzada, dividia o céu de Campo Grande, o que deixou muita gente intrigada sobre o que a formou e do que é feita.

A cor amarronzada da faixa já dá uma boa dica de sua composição. Trata-se basicamente de uma aglomeração de poluição, que não deverá se dissipar na atmosfera ou precipitar no solo enquanto não houver chuva.

“Essa faixa é muito comum em dias secos e sem chuva, que é o caso de Campo Grande, onde não tem chuva de grande porte há 26 dias. Então, a poluição fica concentrada nos baixos níveis da atmosfera”, detalha Franciane Rodrigues, especialista em Meteorologia e Coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul).

 

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