Há mais de 27h sem energia, moradora perdeu remédios e alimentos no Jardim Morenão

Moradora trabalha com encomenda de salgados e terá que jogar produção fora

Há mais de 27 horas sem energia elétrica, Fabiane Barbosa, 38 anos, moradora da rua Canabras, no Jardim Morenão, em Campo Grande, já perdeu medicamentos e alimentos. “Acabou a energia ontem e até agora eles não resolveram nada”, lamenta a mulher, que mora com duas idosas e três crianças na residência.

A energia, segundo Fabiane, acabou por volta das 17h desta quinta-feira (11). “Cheguei por volta das 19h e já não tinha energia, quando os vizinhos contaram que acabou era umas cinco da tarde”, conta. “O poste caiu depois de uma ventania, eu liguei reclamando, eles vieram aqui mas não resolveram nada”, diz a mulher.

Fabiane conta que alguns medicamentos que precisam ficar na geladeira foram perdidos, assim como alimentos. “Trabalho fazendo salgados por encomenda e minha vizinha é confeiteira. Só eu perdi 200 salgados, quase mil reais de tudo que já tinha começado a produzir porque vou ter que jogar fora, acho uma falta de respeito”, salienta a moradora.

Fabiane afirmou que ligou para a empresa concessionária de energia elétrica, Energisa. “Primeiro me falaram que era quatro horas para restabelecer. Depois disseram que tinha uma equipe aqui, andei todo o bairro e não tem nada. Metade da quadra está sem energia”, diz. A mulher fala que foi orientada a registrar um boletim de ocorrência por causa das perdas.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Energisa, mas ainda não teve um retorno.

Outro caso

Alex Costa Silva, proprietário de uma conveniência na Vila Fernanda, ficou sem energia elétrica por mais de 22 horas. Alex conta que já tinha percebido algo de errado com o transformador que atende seu comércio, mas foi ontem a situação ficou crítica. “A energia acabou lá pelas 14h, fui ver na rua e tinha um fio caído no transformador”. O comerciante relata que ligou a primeira vez às 14h e a Energisa havia dado o prazo de quatro horas para arrumar.

Com mais de R$ 900 em prejuízo por vendas perdidas e pelo menos 15 kg de gelo que voltaram ao estado líquido, o comerciante da conveniência lamenta. “Hoje é sexta-feira e é o dia que eu vendo bem, mas não tem como, nem refrigerante tô conseguindo vender. Já vieram atrás de Coca-Cola, mas quem que bebe Coca quente né?”.

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