Governo consegue liminar para barrar greve de servidores no HRMS

Nesta manhã, categoria passa por assembleia para decidir sobre greve

A Justiça concedeu liminar para a suspensão da greve dos funcionários do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), que estava programada para esta terça-feira (10). Na decisão, a greve é descrita como ilegal e abusiva. Caso os funcionários parem as atividades, há pena de multa diária no valor de R$ 50 mil.

Após a liminar da justiça, o Sintss-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul) faz uma reunião com os funcionários para decidir os rumos da greve. O presidente do sindicato, Ricardo Bueno, afirma que a decisão só mostra como o Governo do Estado não tem interesse em conversar com a categoria.

“Mostra que o Governo não tem interesse em conversar. Tentamos o diálogo, fizemos assembleia e nos mostramos abertos à negociação. O Governo, em vez de conversar, preferiu acionar a justiça”, afirma.

Na liminar, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte ressalta que o direito de greve não é absoluto e pode ser submetido ao controle judicial. Como são funcionários de um hospital público, o sindicato e os trabalhadores devem garantir a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade. Para o desembargador, o sindicato não fez uma ressalva em seu comunicado sobre a garantia da prestação dos serviços durante a greve.

O relator justifica que o HRMS é um dos principais hospitais do estado a atender pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e, em caso de paralisação, poderia deixar milhares de pessoas desassistidas e levaria à superlotação de outros hospitais.

Greve no HRMS

Sem as condições necessárias para trabalhar, funcionários do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) anunciaram greve após assembleia realizada na quarta-feira (4) na sede do hospital, feita pelo Sintss-MS.

A convocação foi definida durante a assembleia e serviu para expor os problemas do hospital que vão de falta de pessoal, insumos e mantimentos para a refeição distribuída em marmitas. Para o Sintss-MS, a situação do HRMS somente chegou a este ponto por conta da insistência em transformar o hospital em um local terceirizado, como funciona o Hospital Regional de Ponta Porã.

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