Fim do horário de verão desagrada quem sai do trabalho sem ver o sol

Agora é definitivo, o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que determina o fim do Horário de Verão

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou nesta quinta-feira (25) e está definido: não haverá mais Horário de Verão e não teremos que adiantar os relógios em 1 hora durante os meses mais quentes do ano. O Jornal Midiamax conversou com alguns campo-grandenses e a maioria, até os que não gostavam de uma horinha a mais, lembra que era bom sair do trabalho e ainda estar sol.

Para o vendedor ambulante, Jeferson Santana, 30 anos, a notícia do fim do horário foi positiva. “Eu gostei porque era muito ruim se adaptar com a mudança de horário, acaba que dormíamos mal e isso reflete durante todo dia de trabalho”, defendeu.

Já para a enfermeira Priscila Molaga, 29 anos, não foi tão legal saber que vai perder a temporada do ano mais proveitosa. “Eu acredito que o dia rendia mais, conseguíamos fazer mais coisas. Fora que saíamos do trabalho e ainda está claro”.

Seguindo o mesmo pensamento de Priscila, o construtor civil Ramão Campos, 49 anos, também vai deixar de aproveitar o dia. “Quando estamos no horário de verão dá tempo de chegar em casa e fazer mais um serviço, manutenção, já que ainda está de dia. Eu gostava do horário de verão”, pontuou.

Gieli Almeida Leal, agente de saúde de 28 anos, também concorda que o dia era mais proveitosos, só que não eram só flores. “Realmente, conseguimos aproveitar o dia, o trabalho rende, só que o cansaço também aumenta. Termina o dia e estamos exaustos”, lembra.

Nascida no Maranhão, Raniele Sena, 31 anos, acredita que os campo-grandenses estão “reclamando de barriga cheia”, já que a diferença não é tão expressiva como em outras regiões do país.

“Aqui as pessoas não sabem o que é acordar cedo de verdade! O comércio começa a se movimentar às 9h da manhã. Lá no Maranhão está tudo funcionando às 7h. Acho bom acabar o Horário de Verão porque lá no Nordeste já é mais cedo, quando adianta mais, as crianças e trabalhadores do campo têm que levanta de madrugada, as vezes para pegar balsa, é muito sofrido”, relatou.

Por fim, há que diga que Bolsonaro perdeu tempo com algo irrelevante. “Acho que o presidente deveria mexer no que realmente importa, como saúde, educação e segurança. Não mudança de horário”, acredita Candelária de Almeida, 57 anos.

Criado para economizar energia e aproveitar o maior período de luz solar durante os meses mais quentes, quando os dias são mais longos, o Horário de Verão foi adotado no Brasil em 1931 pela primeira vez. Se tornou permanente em 2008.

A decisão tomada por Jair Bolsonaro foi tomada após estudos, que mostraram não haver mais razão para mudar o horário, pois houve mudança nos hábitos de consumo de energia nos últimos anos.

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