Festival de Pipas é opção de lazer na periferia da Capital neste domingo

Serão premiadas a menor, a maior e a pipa mais enfeitada

Neste domingo, pipeiros de toda a Campo Grande se reúnem no campo de futebol do Residencial Ronaldo Tenuta, na região da Vila Fernanda, para o primeiro Festival de Pipa do Tenutão (apelido dado pelos moradores ao bairro). O evento, que teve início pela manhã e segue até o final da tarde, vai premiar com troféus a menor pipa, a maior pipa e a pipa mais enfeitada. A inscrição é gratuita e objetivo é proporcionar momento de lazer.

O eletricista Carlos Alberto Romero, de 41 anos, presidente da associação de moradores do residencial, é um dos responsáveis pela organização. Segundo ele, a intenção é reunir os apaixonados por pipa para uma tarde de diversão e troca de experiências. “Hoje temos muitas pessoas do bairro que soltam pipa. Então decidimos reuni-los aqui ao longo do dia. Não haverá campeonato, todos estão livres para se divertirem como acharem melhor”.

Paulo solta pipas desde garoto e compartilha paixão com o filho. Foto: Minamar Júnior

A expectativa é de que pelo menos 400 pessoas compareçam ao evento. Entre os participantes estava o pintor Paulo Vitor da Silva, de 27 anos, que solta pipa desde bem cedo e considera a prática um esporte. “Faço isso desde que me conheço por gente”, afirmou ele, reconhecendo a importância do festival. “Isso é bom, porque estimula as crianças a se aproximarem da pipa e a se afastarem de outras coisas, pois sabemos que a pipa não faz mal para ninguém”. A paixão dele é compartilhada com o filho Ícaro, de apenas cinco anos. “Desde cedo ele já brinca”.

Márcio José da Silva, de 29 anos, morador no bairro Dom Antônio Barbosa, estava no local vendendo pipas feitas por um amigo. “A gente tem uma parceria, ele faz e eu vendo”. Sempre que possível, ele participa de ações sociais e campeonatos nos bairros, oferecendo produtos nas mais variadas cores. “Também temos rabiola. A pipa custa só R$ 1 real e a rabiola R$ 50, então é uma diversão acessível para qualquer criança”, destacou.

Márcio saiu do Dom Antônio Barbosa para vender pipas no Festival. Foto: Minamar Júnior

Ação social

Barbeiros e alunos de curso de cabeleireiro cortam cabelos de graça no festival. Foto: Minamar Júnior

Durante o festival, cabeleireiros da Barber School e barbeiros realizaram cortes gratuitos aos moradores. Pela manhã, pelo menos 45 pessoas já haviam sido beneficiadas. Segundo o empresário Leonardo Barreto, de 24 anos, a ação faz parte do aprendizado dos estudantes. “Eles vêm aqui e aperfeiçoam o que aprenderam e contribuem de alguma forma com a comunidade. O importante sempre é poder ajudar”, destacou.

Cerol

O polêmico uso de cerol ou linhas “chilenas” divide opiniões entre os pipeiros. Organizador do festival, Paulo destacou que o objetivo do encontro é que as pessoas se divirtam, sem uso de cerol. Além disso, alegou que pretende organizar um campeonato para a semana que vem, com linhas limpas. “A gente não aprova esse tipo de prática e vamos organizar um campeonato na semana que vem, com um tipo específico de linha, mas sem cerol”.

O pintor Paulo, por sua vez, opina que o uso de cerol em locais públicos deve ser proibido, mas entende que é um fator importante para competições, desde que usado em locais afastados. “Hoje o cerol vem pronto de fábrica. Então acho que até pode ser usado, desde que seja em um campeonato com regulamento, em local afastado, longe da população, para evitar riscos”.

A mesma opinião tem o vendedor de pipas Márcios. “Se for em um local específico, onde não há risco para algum veículo ou motoqueiro, acho que não tem problema. O problema é incentivar o uso de cerol na rua”, pontuou ele. Ainda de acordo com Carlos, a expectativa é de que as premiações do Festival comecem  ser entregues a partir das 15 horas. “O movimento maior será à tarde. De manhã vieram mais crianças aqui para brincar”.

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