Famílias gastam mais da metade do salário para pagar comida e habitação em MS

Conforme a renda da família aumenta, gastos com alimentação e habitação passam a ter menos impacto

Famílias com rendas mais baixas gastam mais com comida e habitação em Mato Grosso do Sul. Entre as famílias com salário mensal de até R$ 5,7 mil, os gastos nestas duas áreas consomem mais da metade da renda. Entre aquelas que têm rendimento de R$ 1,9 mil a R$ 2,8 mil, o percentual chega a 60,6%.

Os dados são da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados mostram que, conforme a renda da família aumenta, os grupos de alimentação e habitação passam a ter menos impacto. Entre as famílias com maiores rendimentos, acima de R$ 23,8 mil, por exemplo, os gastos com os dois grupos correspondem a 22,3% da renda.

Por outro lado, os gastos com Transporte, Aumento do ativo (aquisição ou reforma de imóveis) e outras despesas correntes (impostos, contribuições trabalhistas, pensões, mesadas, doações, previdência privada e outras) têm maior impacto nas famílias com maiores rendimentos, chegando a representar 49,9% das despesas das famílias com rendimento de mais de R$ 23.850.

O valor médio recebido pelas famílias sul-mato-grossenses foi de R$ 5,5 mil em 2018.  De acordo com o IBGE, a maior participação veio do rendimento de trabalho. A segunda maior participação veio das transferências, como aposentadorias, pensões e programas sociais federais.

Gasto com alimentação fora de casa aumentou

Os dados do IBGE apontam que as despesas com alimentação fora de casa aumentaram. Em comparação à pesquisa de 2008-2009, o hábito de comer em casa tem perdido espaço nas despesas. Atualmente, as famílias gastam em média 42,5% dos gastos com alimentação para comer fora. Entre 2008 e 2009, a alimentação fora de casa correspondia a 25,9%.

O valor da despesa total com alimentação das famílias com rendimentos mais altos representou mais que o dobro do valor da média do total de famílias do estado e mais de cinco vezes o valor da classe com rendimentos mais baixos, segundo IBGE.

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