Falta de água é registrada em bairros que não estão em lista de racionamento

A lista da concessionária inclui 43 bairros, mas moradores afirmaram que quantidade é maior

Apesar da Águas Guariroba ter anunciado que 43 bairros entrariam na lista de racionamento de água em Campo Grande, o número de bairros sem abastecimento parece ser ainda maior. Leitores do Jornal Midiamax informaram que os bairros Vila Planalto e Jardim dos Estados também estão sem água e não apareceram na lista.

Um morador da Vila Planalto disse que está passando por dificuldades diárias após a água de sua casa ser cortada há dois dias. “A população está vivendo uma situação insalubre sem água. Devem ter muito mais bairros na mesma situação. Já reclamamos com eles [Águas] e informaram que às 22h voltaria, mas nada até agora”, comentou.

Já outro leitor que mora na região central, no Jardim dos Estados, disse que a água está sendo cortada pela manhã, volta por volta das 23h e pela manhã, volta a ser cortada. Vale lembrar que o bairro também não foi incluído na lista de racionamento da concessionária.

A reportagem entrou em contato com a distribuidora de água questionando sobre a possibilidade da lista ser maior e aguarda posicionamento.

Racionamento

Segundo a concessionária, poderá faltar água por algumas horas do dia nos seguintes bairros: Alves Pereira, Piratininga, parte do Aero Rancho, Columbia, Anache, Jd. Presidente, Indubrasil, Santa Emília, Portal Caiobá, Tijuca I e II, Centenário, Moreninhas, Giocondo Orsi, Progresso, Mansur, Tiradentes, Flamboyant, Margarida, Estrela do Sul, Otávio Pécora, Coophasul, Laranjeiras, Coophatrabalho, Talismã, Seminário, Norte Parque, Carajás, Santa Luzia, Pioneiros, Campina Verde, Itamaracá, Bálsamo, Marajoara, Los Angeles, Dom Antônio Barbosa, Amambai, Taveirópolis, Coophamat, Aquarius, Rita Vieira, Paulo Coelho e Bela Laguna.

De acordo com o diretor executivo da Águas Guariroba, Celso Paschoal, somente nos primeiros dias de setembro, o consumo de água na Capital quebrou recordes ao superar 20 milhões de litros de água a mais por dia, comparado ao mesmo período do ano passado.

“A situação é muito atípica ao que vivemos nos últimos anos. E para preparar o sistema para situações como esta, já temos alguns investimentos previstos”, destaca Paschoal.

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