Em visita a MS, senador pede perdão pela violação aos direitos dos povos indígenas

Assessoria

Eleito pelo Estado do Espírito Santo, o Senador Fabiano Contarato pediu perdão pelas violações de direitos, após conhecer as aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, em visita ocorrida em 13 e 14 de junho de 2019. Ele visitou as comunidades Laranjeira Ñanderu (Rio Brilhante), Guyra Kambi’y (Douradina), Kunumi (Tey Kuê) e Guyraroká (Caarapó) e Reserva de Dourados (Dourados), todas na região sul de Mato Grosso do Sul.

A atividade foi acompanhada por representantes do Ministério Público Federal (MPF), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Fundação Nacional do Índio (Funai). Fabiano disse que “é preciso derrubar os muros do Congresso e interagir com a população, que é a fonte e destinatária de todo poder político”.

Ele ouviu relatos dos indígenas sobre os aspectos mais críticos enfrentados pelas comunidades, como a questão fundiária, demarcação de terras, violência, o não atendimento dos indígenas pelo aparato policial estadual (atendimento emergencial pelo 190) e aplicação de agrotóxicos sobre ou nas proximidades de aldeias.

Professor universitário, delegado da Polícia Civil e eleito senador em 2018, Fabiano preside a Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal e afirma que defender o meio ambiente “é defender as vidas que ainda estão por vir. Ser cidadão não é apenas viver em sociedade mas mudar esta sociedade. Veja as comunidades indígenas, como sofrem as mais variadas violações de direitos, sem acesso á terra, aos direitos mais básicos como água e luz. Os indígenas são a prova mais cabal de que no Brasil a lei fala que todos são iguais mas uns são mais iguais que os outros. Eu não posso conceber que a gente possa dormir tranquilamente com comunidades indígenas vivendo na mais pura miséria”.

A visita à Retomada Kunumi, em Caarapó, em 14 de junho, coincidiu com o aniversário de três anos da morte do agente de saúde Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, que foi assassinado por fazendeiros da região, posteriormente denunciados pelo MPF à Justiça. Em visita ao túmulo de Clodiode, o senador Fabiano pediu perdão aos indígenas por todas as violações aos seus direitos. “Eu não posso falar em nome da classe política, eu acho que todos os políticos e agentes públicos deviam pedir perdão aos indígenas, mas em meu nome eu peço perdão a vocês”.

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