Diretora acha que massacre em Suzano influenciou tentativa de ataque em MS

Conselheira Tutelar explica que jovens não tinham estrutura familiar e consumiam drogas

Depois que uma professora impediu que dois adolescentes jogassem um coquetel molotov dentro de uma escola em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, a diretora acredita que os adolescentes possam ter sido influenciados pela tragédia em Suzano. Vale lembrar que depois do ataque, dois adolescentes já ameaçaram explodir uma escola em Campo Grande e um print com ameaças a escola em Nova Andradina também gerou medo em pais, funcionários e alunos.

A diretora da Escola Municipal Valério Carlos da Costa, Íria Ramires Gomes, conta que a tentativa de jogar uma bomba no colégio pode ter influência no caso de Suzano, mas não sabe dizer se as adolescentes tinham dimensão de que poderiam machucar até crianças. “Eu acredito que por causa de Suzano os adolescentes estão querendo causar. É muita ociosidade dos adolescentes e os pais não têm controle”, conta.

De acordo com a diretora, o pátio estava vazio no momento em que os adolescentes tentaram jogar o coquetel na escola, por volta das 14h15. Como todos os alunos estavam dentro da sala de aula, ela não sabe se os adolescentes tinham intenções de machucar. “Eu não sei se eles tinham conhecimento do que poderia causar ou se fizeram por brincadeira. Neste momento não tinha criança no pátio da escola, não tinha nenhum aluno. Se tivesse, poderia ocorrer alguma coisa grave”.

A conselheira tutelar Inara Suckow Baba explica que a tentativa de ataque é uma consequência da falta de estrutura familiar. “Eles foram altamente lesados por seus genitores, agora são adolescentes frutos da lesão, é uma consequência da falta de limite. Como crianças, eles são vítimas na mão de adultos inconsequentes”. De acordo com a conselheira, o caso envolve dois adolescentes de 14 anos e um de 17 anos, que não frequentam nenhuma escola e consomem drogas.

Até o momento, a conselheira não sabe qual foi a motivação para que os adolescentes tentassem jogar a bomba caseira dentro da escola. “Até então não sabemos a motivação. Talvez tenha sido uma ação isolada, acharam que uma escola seria um alvo fácil, é uma hipótese”, diz Inara. Segundo ela, os adolescentes fazem uso de drogas como maconha e pasta base.

Depois do acontecido, a rotina na escola segue normal. Segundo a diretora, os pais devem ficar tranquilos e o caso foi isolado. Ela conta que a escola é segura e conta sempre com vigilância. “As escolas do município estão bem guardadas, o policiamento passa toda hora na frente. Inclusive, o menino que tentou jogar falou ‘está livre’, ou seja, eles estavam cuidando se tinha alguém perto”. Íria ainda ressalta que ninguém estranho pode permanecer na escola e que há um cuidado para que não entre ninguém que não seja autorizado.

Tentativa de ataque

Uma professora impediu que adolescentes jogassem um coquetel molotov dentro do pátio da Escola Municipal Valério Carlos da Costa em Sidrolândia nesta segunda-feira (25). Os jovens iriam jogar o coquetel e a professora Silvia Menezes Ferreira surpreendeu e os impediu aos gritos, que estavam do lado de fora da escola. Eles fugiram correndo.

A Polícia Militar foi acionada com as características dos indivíduos que foram localizados no Ginásio Leonel de Moura Brizola. Durante abordagem, um deles confessou que estava com uma garrafa contendo uma quantidade de tíner, (solvente para diluir tinta, altamente inflamável), e convidou o amigo para ir até a escola Valério atear fogo.

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