Direitos humanos e entidades debatem efetivação de políticas para dependentes químicos

A Prefeitura de Campo Grande promoveu nesta sexta-feira (6), no Auditório do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) a III edição do evento “Alimentando Dignidade”, que é uma Ação da Subsecretaria Municipal de Direitos Humanos.

“A importância da ação de orientação às famílias, pois a dependência química no ambiente familiar traz a insegurança, o medo e incerteza, e o papel dos grupos de apoio é fundamental para manter os familiares firmes com foco na recuperação de seu ente querido”, declarou o prefeito Marquinhos Trad.

De acordo com o subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos, Ademar Vieira Júnior, o evento Alimentando a Dignidade,  em sua terceira edição, faz parte das ações da III Semana Municipal dos Direitos Humanos e do Programa de Ação Integrada e Continuada (PAIC).

“A ação tem como objetivo a reinserção social através da efetivação das políticas públicas à população em situação de rua e dependentes de substâncias psicoativas que estão acolhidos e em tratamento nas comunidades terapêuticas que têm parceria com a prefeitura, através de Termo de Colaboração efetivado em 2018, onde estão disponibilizadas 130 vagas custeadas pelo município”, frisa Ademar Júnior

Nesta III edição, a Coordenadoria de Proteção a População de Rua e Políticas sobre Drogas (COPRAD), que é responsável por esta pauta dentro da SDHU, vai trabalhar as famílias através de parceria com o Amor Exigente entidade conceituada que auxilia as famílias visando o retorno ao vínculo familiar.

Atualmente, cerca de 100 pessoas (familiares dos acolhidos das comunidades terapêuticas) participaram da Palestra Amor Exigente.

O evento Alimentando a Dignidade faz parte das ações da III Semana Municipal dos Direitos Humanos e do Programa de Ação Integrada e Continuada (PAIC) e tem como primazia a reinserção social através da efetivação das políticas públicas a População em Situação de Rua e dependentes de substâncias psicoativas que estão acolhidos e em tratamento nas comunidades terapêuticas que tem parceria com a prefeitura através de Termo de Colaboração efetivado em 2018, onde estão disponibilizadas 130 vagas custeadas pelo município.

Para a Coordenadora de Proteção a População de Rua e Políticas sobre Drogas, Bárbara Cristina Rodrigues, “este evento em especial a preocupação com as famílias, que estão presentes e empenhadas na plena recuperação e na reinserção social de seus entes queridos”.

O coordenador técnico e assistente social do Projeto, Jaboque Carlos Thiago, destacou que os eventos realizados pela Prefeitura de Campo Grande são de suma importância.

“Eventos como este não podem faltar, pois o tratamento do dependente químico sem à família não têm o mesmo efeito.  Se a família participar desde o início do tratamento, traz um resultado muito efetivo na recuperação, além de resgatar os vínculos familiares”.

João Carlos Sobreira, ex-dependente químico, atua na recuperação dos dependentes, no qual coordena a Comtaps (Comunidade terapêutica Antônio Pio da Silva).

“Fui dependente químico e não cheguei a situação de rua porque minha família estava sempre ali dando apoio. Isso salvou minha vida. Sou grato e trabalho na entidade que me ajudou. Para quem é dependente químico, o essencial é a família, que tem a ajuda certa”, comenta.

Tânia Cardoso e Suzana Andrade, em vez de fazer a palestra, preferiam fazer uma encenação. “Há tentação no mundo e há jovens que caem nessas tentações, que é a dependência química. O que começa numa brincadeira acaba na dependência e nosso trabalho aqui nós mostramos na encenação que há um tratamento para isso”, frisa Tânia.

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