Negociação com manifestantes não surte efeito e bloqueio na BR-163 é intenso

Congestionamento já atinge 8 quilômetros da rodovia, e lentidão é sentido na Capital

Representantes da Defensoria Pública da União, em Campo Grande, estiveram na manifestação dos moradores de uma ocupação na BR-163 e tentaram negociar a liberação das pistas, mas os manifestantes decidiram continuar com o bloqueio até que energia elétrica seja religada.

A defensora pública, Claudia Bossay Assumpção Fassa, informou aos manifestantes que não existe possibilidade de religação sem decisão judicial e que não seria na rodovia que o problema seria resolvido. “Não vai ser na rodovia que iremos resolver os problemas. Não com crianças e idosos que não podem ficar aqui, a solução virá a partir de uma decisão judicial que vamos pleitear”, disse Claudia.

Junto do também defensor público, Homero Lupo Medeiros, eles explicaram aos moradores que a Energisa tem direito garantido por lei de cortar o serviço de energia no local, por conta das irregularidades. Mas que eles estariam recolhendo dados para entrar como uma Ação Civil Pública, pois o religamento só pode acontecer através da decisão da Justiça.

Conforme explicado por Homero, o corte no serviço não está relacionado ao processo de desocupação. E que amanhã será ajuizada a Ação Civil Pública, e o prazo é de pelo menos 10 dias para decisão.

Para esta quinta-feira, os defensores que atuam na defesa dos morados no processo de desocupação, informaram que estão tentando conseguir um gerador e um caminhão pipa para resolver a situação de forma emergencial.

Mas mesmo após a conversa os moradores decidiram que vão permanecer no local até que seja restabelecido o fornecimento.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal) o congestionamento já atinge 13 quilômetros, são 7km BR-163 e mais 6km no anel viário.

Foto: Cleber Rabelo

Cansados de esperar

Dois estudantes que vinham de Ponta Porã cansaram de esperar que o bloqueio acabasse e pegaram suas malas para arrumar formas alternativas de chegar no Terminal Rodoviário da Capital. Ambos estavam em um ônibus intermunicipal que ficou parado no congestionamento.

Foto: Cleber Rabelo

Claudio Augusto da Cruz Junior, 22 anos, estaria indo para Goiás e de lá seguiria para o Pará. Segundo ele, o ônibus onde estava parou há 5 quilômetros do local da manifestação, então ele decidiu descer e ir caminhando. “Peguei minhas malas e desisti de esperar tô caminhando há uns 5 quilômetros. Fiquei esperando por mais de 1h e agora vou dar um jeito de ir para a rodoviária lutar por uma passagem porque já perdi meu ônibus”, informou.

Já Gabrielli Moraes da Silva, 22 anos, que estava no mesmo ônibus que Claudio, estava seguindo para o Tocantins e sabe que a manifestação é um direito do povo. “Acho ruim porque estou esperando e tendo que andar a pé, mas por outro lado, respeito a atitude deles, pois a manifestação é direito da população e as coisas no Brasil são assim mesmo”, disse a estudante.

Rota Alternativa

Foto: Marcos Maluf

Quem não aguentou esperar na rodovia e decidiu pegar uma rota alternativa também ficou parado. Sentido Escola Agrícola, alguns motoristas usaram uma estrada de chão para continuar a viagem mas acabaram ficando parados, segundo informações dos leitores do Midiamax.

É importante ressaltar que todo o entorno do local está parado e sem previsão de liberação.

 

 

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