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Com 4 reivindicações, administrativos terão nova reunião com secretária na 2ª

Representantes dos administrativos da educação se reuniram com secretário Eduardo Riedel na SAD na tarde desta

Com quatro reivindicações, os administrativos da educação deverão participar de nova reunião para negociação salarial com o Governo na próxima segunda-feira (27), com a presença da titular da SED-MS (Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul), Maria Cecília Amêndolla da Mota. A deliberação foi informada pelas entidades que representam os servidores após reunião com o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, na tarde desta quinta-feira (23) na SAD (Secretaria de Administração e Desburocratização), no Parque dos Poderes. Delegado de base da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Botareli disse que, apesar de tensa, a conversa avançou em algumas pautas.

Segundo Botareli, a categoria quer resolver quatro pontos de discussão, sendo dois mais sensíveis. O primeiro deles é a sugestão de trocar administrativos da educação contratados pelas terceirizadas por concursados, porque há um concurso em vigência. O argumento dos servidores é que, enquanto um contratado custa R$ 3 mil, o concursado tem como salário-base somente R$ 850. Com a substituição, com o salário de cada comissionado daria para contratar três concursados.

Outro ponto principal são as seis horas de expediente. Segundo os servidores, com o decreto prevendo que as secretarias digam se há ou não necessidade das 8h, não haveria problema em manter os administrativos por seis visto que não existiria prejuízo para os trabalhos porque eles conseguiriam manter as escolas limpas nesse período.

O terceiro ponto solicitado é que o Governo inicie estudo para incorporação do abono, mesmo que gradualmente, assim que o Estado estiver com limite prudencial livre. “Não precisa ser os R$ 200 de uma vez, mas é importante senão vai ficar postergando eternamente”, afirmou Botareli.

Por último, a categoria quer conversar sobre a reestruturação da carreira dos administrativos da educação. “Temos consciência de que nesse momento não tem condições de dar o reajuste e nem de uma incorporação, mas há outras pautas que também são importantes”, pontuou, ressaltando que as principais delas são a convocação de concursados e a manutenção das 6h.

Os servidores reclamam ainda que a promessa do Governo era de incorporar o abono de R$ 200,00 assim que houvesse limite no orçamento o que, segundo eles, ocorreu em dezembro. “Mas ao invés de incorporar o abono, o governador deu reajuste de 16% aos comissionados e ao governador”, pontuou.

Conforme o representante, apesar de proveitosa a reunião não teve definição concreta, portanto, a greve deverá continuar. Nesta segunda-feira (23), trabalhadores fizeram manifestação em frente à Governadoria.

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