Com inquérito aberto há um mês, escola diz que desconhece casos de assédio

O professor foi suspenso e escola vai apurar as denúncias

Com o inquérito instaurado na DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) há pelo menos um mês por denúncias de assédio contra alunas, escola particular de Campo Grande diz que desconhece o caso. Somente nesta quarta-feira (3), quando o caso chegou à imprensa, a escola teria tomado conhecimento do suposto assédio sexual. O professor foi suspenso das atividades para que a instituição apure as informações.

O advogado do colégio, Reinaldo Leão Magalhães, afirmou ao Jornal Midiamax que o professor alvo das denúncias foi afastado da escola a partir desta quarta-feira (3). Ele aponta que não há informações sobre quantas alunas teriam passado pelo assédio.

A respeito de como as denúncias chegaram à escola, o advogado tem informações controversas. Primeiro, ele afirma que a denúncia foi feita por meio de uma caixinha de reclamações e sugestão, quando um aluno teria descrito o abuso sofrido por uma colega. Depois, ele afirma que a diretoria do colégio só soube do problema na aula desta quarta-feira (3), quando alunas se recusaram a entrar na sala para assistir à aula do professor acusado.

De acordo com o advogado da escola particular, o profissional trabalha há oito anos no local e nunca foi alvo de denúncia. “O colégio resolveu afastar preventivamente o professor para abrir um procedimento administrativo”.

O colégio afirma que não aceita este tipo de atitude, respeita o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e vai apurar fatos “com rigor”. O advogado da escola afirma que a instituição não teve acesso ao boletim de ocorrência e vai procurar a delegacia para saber o que aconteceu.

Denúncia de quatro alunas

Quatro alunas de colégio particular, com uma das mensalidades mais caras de Campo Grande, já prestaram depoimento sobre assédio que sofreram por parte do professor. Segundo elas, o educador as aborda de maneira indevida e em alguns casos chegou a usar palavras depreciativas com as alunas, as chamando de ‘delicinha’ ou ‘gostosinha’, fato documentado pela polícia.

A delegada Franciele Candotti, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) informou ao Midiamax que o inquérito corre há aproximadamente um mês. Mãe de uma aluna contou à equipe de reportagem que fez denúncias, mas a escola não afastou o professor.

(Com informações de Renata Portela, do Midiamax)

Mais notícias