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Com dificuldades financeiras e sem “clima” para Carnaval, Aquidauana também cancela evento

Município conhecido pela "Pantaneta" é o 4º a se pronunciar sobre o evento

O município de Aquidauana, localizado a cerca de 140 km de Campo Grande, é mais uma das cidades a anunciar que não terá Carnaval em 2019. De acordo com uma publicação do prefeito Odilon Ribeiro (PSDB) no Facebook na tarde da quinta-feira (17), o cancelamento se dá porque o município atravessa uma crise financeira.

“Em um momento difícil para as finanças dos municípios de MS e do Brasil, por ainda não ter quitado o 13° salário dos trabalhadores do Hospital Regional de Aquidauana e pela queda nos repasses informo que não temos como realizar o carnaval este ano”, traz a postagem de Ribeiro no Facebook.

“Preciso agir com responsabilidade. Vamos economizar e cumprir com as obrigações o mais rápido possível. Agradeço a compreensão. Abraço a todos”, completa a mensagem.

Cidade sem clima

Aquidauana já é o quarto município de Mato Grosso do Sul a anunciar que não financiará festejos de Carnaval. Além desta cidade, Bonito, Jardim e Terenos fizeram anúncios nas redes sociais. No caso de Aquidauana, no entanto, Ribeiro lamenta a impossibilidade de fazer o evento com verba pública.

“É uma pena, a gente gosta de Carnaval aqui e quando cancela, deixa de fomentar turismo, hoteis, restaurantes… Recebi total apoio dos vereadores e da população nessa decisão, mas Aquidauana não tem clima para o Carnaval. Estamos com dificuldades financeiras”, explica.

Segundo o prefeito, o evento custaria aos cofres públicos de R$ 80 mil a R$ 100 mil. “É um valor que não paga o déficit de cerca de R$ 400 mil do Hospital Regional de Aquidauana, mas é um alento. O 13º deles ainda não foi pago e os repasses estadual e federal do começo do ano foram extremamente baixos. Estamos todos muito preocupados aqui. Como vamos fazer festa se não cumprimos obrigações básicas?”, argumenta.

Mais cancelamentos

No início da semana a prefeitura de Bonito – a 300 km de Campo Grande – fez uma enquete para perguntar aos moradores se eles preferiam ter festa de Carnaval ou uma ambulância nova. A previsão era gastar R$ 200 mil nos dias de folia, um valor mínimo para garantir o palco, a iluminação, gerador, banda, banheiros e outros itens. Por outro lado, a cidade só tem uma ambulância e necessita de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Móvel para atender tanto os moradores quanto os turistas da cidade, por isso da enquete.

Já em Jardim – a 239 km da Capital -, o prefeito Guilherme Alves Monteiro já anunciou que não haverá a festa e que o dinheiro será usado para o pagamento de rescisões, fornecedores, kits e uniformes escolares. O administrador municipal usou o twitter para fazer o anúncio. Nos dias de folia seriam gastos R$ 95 mil na cidade.

Na sequência, o prefeito Sebastião Donizete Barraco (PMN), de Terenos (a 33 km da Capital), afirmou ainda na quinta-feira (17) que os recursos que seriam utilizados para o carnaval, que seriam de fonte 6 (recursos próprios), deverão ser realocados e investidos em saúde e educação, atendendo a pedido da população. Ele não revelou o valor total.

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