Com caixa de som e microfone, pedreiro canta e prega a palavra de Deus no Centro

Iniciativa de evangélico chamou a atenção de quem passou por lá, na manhã deste sábado

Com um microfone, uma caixa de som e uma bíblia, o pedreiro Eliseu Fortunato, de 63 anos, canta e prega a palavra de Deus em plena Avenida Afonso Pena, no Centro da Capital.

Após passar a semana trabalhando como pedreiro, neste sábado (9) ele resolveu falar do evangelho para quem passou pelo centro da cidade. “Me converti há 40 anos e percebo que nos dias atuais as pessoas não têm ido à igreja. Na maioria dos casos, só querem receber bênçãos, mas o pai procura seus verdadeiros seguidores. O dia do juízo está chegando e infelizmente, muitos que frequentam a casa de Deus vão acabar ficando aqui na terra”, disse.

“Hoje em dia está difícil ganhar novas almas para Deus, pois as pessoas não querem compromisso”, afirma evangélico. (Foto: Minamar Júnior)

Em frente à praça, há pontos de ônibus e mototaxi. A inciativa do pedreiro, em levar a palavra de Deus, de maneira tão diferente, é ‘corajosa’ segundo a auxiliar administrativo Jucilene Vital de Azevedo. “Hoje em dia o evangelho virou um status, a pessoa fala e não faz, ali ele está fazendo. É interessante ver isso, é admirável porque nem todos têm essa coragem”, afirma.

Entre um versículo da bíblia e outro, Fortunato canta louvores e chama a atenção de quem passa pelo centro. De acordo com o evangélico, que também faz parte do Templo Adventista Manancial, no Jardim São Conrado, muitas pessoas param para conversar e parabenizá-lo pela atitude, mas nem sempre se comprometem a visitar o templo. “Se toda a pessoa que conversa comigo se convertesse, estaria bom, mas ninguém quer compromisso.”

“O povo precisa deixar o amor prosperar” diz mototaxista (Foto: Minamar Júnior)

Para o mototaxista Jhon, de 48 anos, a população necessita desse conhecimento que Fortunato está repassando. “O povo precisa deixar o amor prosperar. Vejo isso trabalhando no trânsito, por falta desse conhecimento, as pessoas vivem com pressa e estressadas, no final, muitas delas acabam chegando a um destino indesejado” afirma.

Fortunato descreve o trabalho de pedreiro, como ‘a obra do homem’ e aos finais de semana, faz ‘a obra de Deus’. “Fico aqui em frente à Praça Ary Coelho e as vezes na Rua Barão do Rio Branco. Quando há evento dentro da praça, peço autorização para ministrar a palavra de Deus. Estou sempre pelo Centro”, ressalta.

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