Com servidores em greve, Governo avalia impacto de movimento nas escolas

Categoria entrou em greve após sinalização de não reajuste salarial

O Governo do Estado está realizando balanço nas escolas estaduais para apurar impactos às escolas e alunos por conta da paralisação do setor administrativo que começou nesta segunda-feira. A categoria realiza greve após sinalização de que não haverá reajuste salarial.

Conforme assessoria da SED (Secretaria Estadual de Educação) o balanço já começou a ser feito. “O levantamento ainda está sendo realizado, para fechar esse levantamento, primeiro recebe o número das escolas, passa pela coordenadoria regionais de educação e depois chega na secretaria para poder ser compilado e o relatório ser emitido”, disse assessoria.

De acordo com a Fetems (Federação dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso do Sul), mais de 50% dos municípios paralisaram completamente. Em Campo Grande, 90% da categoria está paralisada.

A previsão, ainda conforme SED, é que balanço deverá ficar pronto até esta terça-feira (21) e será publicado pelo Governo do Estado.

Liminar na Justiça

Apesar da paralisação estar mantida, o Governo do Estado conseguiu uma liminar, no último sábado (18), que obriga ao menos dois terços dos servidores trabalhando na escolas estaduais, tanto em sala de aula, quanto no setor administrativo. Caso a decisão não seja respeitada, a Justiça arbitrou multa diária de R$ 50 mil.

Segundo o presidente da Fetems, Jaime Teixeira, a federação ainda não foi notificada, o que pode ocorrer nas próximas horas. “Depois de notificados, primeiro vamos ver o parecer jurídico para avaliar o impacto e decidir como vamos prosseguir”, comentou Teixeira ao Jornal Midiamax. Segundo ele, uma assembleia geral está prevista para a tarde desta terça-feira (21).

Segundo a Fetems, o salário base atual de um servidor estadual administrativo da educação é de R$ 854, mais o abono de R$ 200. Os servidores pedem a incorporação do abono no salário e uma política de reajustes. “Não podemos mais ter um salário abaixo do salário mínimo”, aponta Teixeira.

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