#CG120: Córregos que ‘sumiram’ no Centro, Exército na Afonso Pena: veja como Campo Grande já foi

Fotos mostram evolução da infraestrutura da cidade ao longo dos 120 anos

Campo Grande já teve dois córregos a céu aberto onde a gente nem imagina, um quartel do Exército em plena Avenida Afonso Pena e muito, muito mato na área central. Mas para quem pensa que isso aconteceu há muito tempo, se engana. Com uma extensa área, a Capital de Mato Grosso do Sul tem 8 mil km² e expandiu sua urbanização após os anos 70, quando o Estado se separou oficialmente do Mato Grosso.

De lá para cá, o cenário urbano de Campo Grande mudou bastante. Confira as principais mudanças que registramos ao compararmos fotos do acervo do Arca (Arquivo Histórico) com as do repórter fotográfico Marcos Ermínio.

Exército na Afonso Pena

Em 1930, o Quartel General da 9ª Região Militar ficava na Avenida Afonso Pena. Em 1984, a 9ª RM passou a se chamar Região Mello e Cáceres. Em 1990, foi desmembrada do CMO/9ª DE, atualmente CMO (Comando Militar do Oeste), voltando-se como Grande Comando Administrativo para as atividades logísticas, de mobilização e equipamento do território e do serviço militar.

Avenida Fernando Correa da Costa

Embaixo da Avenida Fernando Correa da Costa passa o Córrego Prosa, berço de Campo Grande, onde se instalou a família de José Antônio Pereira e outras vindas de Minas Gerais. O córrego foi canalizado na década de 90 e quem chegou depois desse período à Capital não sabe que na região do Horto Florestal ele se encontra com o Córrego Segredo.

Outra via que tem córrego canalizado é a Rua Maracaju, que passou por uma grande obra no final dos anos 60. Apesar de muito antiga, a obra de canalização não costuma apresentar problemas nem com as grandes chuvas da cidade. Tem gente que nem imagina que por quase toda a extensão da rua tem córrego passando por baixo!

Antiga Prefeitura

Na esquina com a Avenida Afonso Pena e a Avenida Calógeras ficava a sede da Prefeitura de Campo Grande entre o ano de 1912 e o início da década de 1970. À esquerda, funcionava a Câmara Municipal e o Rádio Clube. Atualmente, no local, funciona o Banco Bradesco.

Primeira escola

A Escola Castro Alves foi a primeira escola de Campo Grande, fundada nos anos 30, e fica na Avenida Calógeras, onde atualmente está a Escola Municipal Bernardo Franco Baís, em homenagem ao comerciante que nasceu em Luca, na região da Toscana, na Itália. Baís veio para o Brasil aos 15 anos onde, primeiramente, morou na cidade de Campinas, no estado de São Paulo. Em 1879 se muda para o antigo arraial de Campo Grande.

Igreja de Santo Antônio

A nova edificação da Igreja Santo Antônio, erguida em 1922 na Rua 15 de Novembro. O prédio original é de 1878. Santo Antônio é o padroeiro da cidade porque o fundador, José Antônio Pereira, era devoto do santo e durante a viagem de Minas Gerais até o arraial, passou mal e prometeu que se ninguém morresse, levantaria uma igreja em homenagem ao santo.

O novo prédio é de 1977 e o antigo foi demolido por questões de segurança. No final da década de 1980, passou por uma última grande construção, dando os atuais contornos da Catedral. Foi consagrada como Catedral Metropolitana em 17 de outubro de 1991, por ocasião da visita pastoral do Papa João Paulo II.

Praça Ari Coelho

Conjunto de veículos conhecidos como ‘’ fordinhos’’ estacionados no final da década de 20 na Avenida Afonso Pena, em frente ao Jardim Municipal ou Passeio Público, como era conhecida a atual Praça Doutor Ari Coelho. Somente a pérgola se mantém até os dias atuais e o coreto, de 1929, deu lugar à fonte luminosa em 1957. Em 2012, a Praça foi revitalizada  e a fonte recebeu 120 lâmpadas de led que piscavam no ritmo da música tocada. Com instalação de pisos e grades, foi feito investimento de R$ 2,1 milhões.

Zahran e Costa e Silva

A rotatória entre as avenidas Costa e Silva e Eduardo Elias Zahran, antes e atualmente.

Relógio da 14

O Relógio instalado inicialmente na Rua 14 de Julho e a réplica a ser colocada no mesmo para o local neste ano, com o projeto Reviva Centro. Na primeira imagem, durante festa de Nossa Senhora da Abadia, celebrada pelo arcebispo Dom Orlando Chaves, em 15 de Agosto de 1949. O relógio foi colocado no local em 1930 pelo português Manuel Secco Tomé.

A representação do relógio será colocada com a aproximação do final da obra, prevista para terminar em março de 2020, conforme o cronograma.

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