Defesa Civil do MS solicita aeronave ao Governo Federal para o combate aos incêndios

A área queimada ultrapassa um milhão de hectares, segundo o Ibama; Governo decretou estado de emergência em nove municípios.

O Governo do MS, decretou esta manhã (12) caso de emergência em municípios afetados pelas queimadas em vegetação.  Nove cidades do MS estão na lista, mas segundo a Coordenadoria da Defesa Civil do Estado (Cedec), esse número pode aumentar. Uma aeronave já foi solicitada ao Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres) para conter o fogo nos lugares de maior foco de incêndio.

De acordo com a Cedec, a solicitação da aeronave é uma das soluções cabíveis tomadas pelo Governo do Estado em relação às queimadas. A aeronave C130 Hércules é uma aeronave utilizada por várias forças armadas em todo o mundo. “Estamos esperando a devolutiva do Cenad, que é o órgão que faz contato com os outros Ministérios. Nossa situação é crítica”, explica o coordenador do Cedec, Coronel Catarinelli.

Uma das aeronaves está sendo usada para o combate dos incêndios na Amazônia. Segundo o coordenador, 24 equipes com 60 bombeiros são disponibilizados e estão distribuídos em todo Estado para o combate ao fogo. “A área queimada ultrapassa 1 milhão de hectares segundo dados do Ibama e sem a tendência de chuva só piora a situação. São ao todo 240 militares trabalhando por dia em todo o Mato Grosso do Sul”, conclui.

(Aeronave C-130 integra a Força Aérea Brasileira, Divulgação)

Condições climáticas

A situação das queimadas não tem previsão de melhoras. Segundo a coordenadoria, a preocupação é em relação às condições climáticas. “Dados do INMET registram a previsão de chuvas abaixo da média e com essa onde calor, piora mais o trabalho dos brigadistas”, explica o coordenador.

O CENTEC (Centro de Monitoramento, do Tempo e do Clima) publicou na quarta-feira que só existe a possibilidade de chuvas significativas no mês de novembro. Além do calor intenso e a falta de chuva que dificulta o combate aos incêndios, o crescimento da vegetação também prejudica o combate.

Nesse mesmo período do passado, o Estado registrou maior período de chuva – o que teria provocado o crescimento da vegetação “Esse mato cresceu e secou, tudo isso aliado à baixa umidade e temperaturas altas junto a população ateando fogo em algumas áreas, contribuíram para o aumento nos focos de incêndio em todo o Estado, conclui.

A Cedec está pedindo a ajuda da imprensa em relação a alertar a sociedade civil para ajudar na diminuição e combate aos focos dos incêndios.  A fumaça diminui a qualidade do ar – o que aumenta o número de atendimento nos postos de saúde em todo o Estado.

Corumbá é um o 2º maior município com maior focos de queimadas, segundo dados divulgados pelo Ibama. No município, a Secretaria de Saúde registou um aumento na procura nos Serviços de Urgência e Emergência. Segundo a Secretaria de Saúde houve um aumento de 40% nos casos de procura a atendimento em situação de problemas respiratórios ocasionados a intensa fumaça que encobre a cidade.

A Secretaria de Educação de Corumbá alertou os diretores da Rede Municipal de Ensino (Reme) para que orientem os professores e principalmente os alunos sobre a importância da hidratação. Os alunos estão sendo aconselhados a levarem garrafas de água para a sala de aula. Na zona Rural, os diretores estão autorizados a reduzir o tempo de intervalo e liberar os alunos mais cedo.

 

 

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