Causa de mortandade de peixes no Rio Anhanduí depende de laudo, diz secretário

Não há um prazo estabelecido para a divulgação do resultado

O resultado oficial que vai identificar o problema da mortandade dos peixes no Rio Anhanduí, no Córrego Segredo em Campo Grande, ainda depende de um laudo extraoficial, segundo afirmou Luis Eduardo Costa, secretário da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).

Este laudo é o ponto principal entrave para o anúncio que findaria o mistério que paira desde o dia 25 de novembro. À reportagem, o secretário explicou que a investigação começou e deve terminar de forma conjunta entre a Semadur e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que ficou responsável por apresentar as condições das águas.

Os laudos ainda estão sendo finalizados e ainda não há um prazo estabelecido para a divulgação do resultado, o que justifica que o entrave ainda é um laudo extraoficial. O secretário afirmou que “se tiver algum culpado, vai ser punido”, mas sem dar detalhes da punição que será exercida.

O indicativo era que até em 10 dias, partindo do dia seguinte ao ocorrido, haveria uma definição. Entretanto, 20 dias após o episódio, ainda é um mistério o que poderia ter acontecido para que houvesse a mortandade dos peixes nas águas do Rio Anhanduí.

Cena incomum

A cena dos peixes mortos chamou a atenção de moradores e quem passava pela Avenida Ernesto Geisel, na altura do Shopping Norte Sul. A água do Córrego Segredo mudou de cor e ainda não se sabe o que causou a morte dos animais.

Para o biólogo José Milton Longo, “várias atividades podem interferir” e condicionou a morte dos peixes para a falta de oxigenação da água ou até mesmo, alguma substância que teria sido jogado nas águas. A correnteza das águas das recentes chuvas também pode ter sido um fator influenciador, pois carrearam substancias para o trecho.

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