Casal preso por agredir filho adotado em MS diz que estava tentando corrigir

Eles tiveram a prisão preventiva decretada

O casal de Londrina (PR), acusado de espancar o filho que adotou há cerca de dois meses em Corumbá (MS), afirmou em depoimento à polícia que estava tentando educar o menino de 8 anos após uma suposta birra. A mãe conta que foi mordida pelo menino e depois o mordeu de volta para tentar assustá-lo.

Conforme informações divulgadas pelo Jornal Tarobá News, a mãe confirmou que bateu no filho com palmadas, chinelas, mordidas e varadas e tudo teria começado após a criança dar uma mordida na mãe adotiva.  “Ele me mordeu primeiro e eu mordi de volta para tentar assustá-lo”. Ela e o marido foram presos acusados de homicídio tentado qualificado e tortura.

No boletim de ocorrência, foi registrado que na hora em que a criança foi internada, apresentava marcas severas de agressão física, com indícios de tortura.

Ao ver o estado da criança, adotada há pouco tempo pelo casal, com suspeita de espancamento, a conselheira tutelar chamou a Polícia Militar. O casal foi preso em flagrante. Na unidade de saúde, os policiais interrogaram os acusados, que confirmaram as agressões, mas disseram que a criança tinha histórico de convulsões e, por isso, não estava bem de saúde.

Na audiência de custódia, realizada na tarde dessa segunda-feira (9), a mulher de 23 anos e seu marido de 29 anos, alegaram que não tiveram nenhuma intenção de torturar o menino, eles alegam que a criança se debateu no momento em que era disciplinado, e acabou se machucando com gravidade.

Ainda conforme o Tarobá News, o advogado de defesa dos pais da criança Mário César de Carvalho Pinto, afirmou que deve entrar com pedido de revogação da prisão, “Nós entendemos que houve um exagero, mas discordamos da tentativa de homicídio alegada pela Polícia Civil”, afirma.

O casal foi preso no domingo (8) em Londrina, acusado de agredir o filho de nove anos de idade. A criança está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica do Hospital Evangélico da cidade e o estado de saúde é considerado grave.

Eles tiveram a prisão preventiva decretada e podem responder por homicídio qualificado. A mulher foi encaminhada ao 3º Distrito Policial e o homem de 29 anos para o 4º DP em Londrina.

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