Cães de Busca dos Bombeiros de MS embarcam para Brumadinho

Animais atuarão na busca por 21 desaparecidos desde a tragédia ocorrida em janeiro

Cães de buscas e resgates do canil do 5º Subgrupamento de Bombeiros Militar Independente, de Coxim, embarcaram nesta quinta-feira (26) para Brumadinho, em Minas Gerais, onde auxiliarão nas buscas de 21 vítimas da tragédia ocorrida em janeiro após rompimento da barragem da Vale.

3º Sargento Luciclei da Silva Lima e a labrador retriever Cindy | Foto: Corpo de Bombeiros de MS | Divulgação

A comitiva sul-mato-grossense é composta pelo Major Fábio Pereira de Lima e o cão pastor belga Duke; pelo 3º Sargento Luciclei da Silva Lima e a labrador retriever Cindy; e pelo Cabo Wilson Rogério de Souza Monteiro, que atuará como auxiliar da equipe. O grupo permanecerá em Brumadinho por 30 dias, em missão que terá duas etapas, cada uma com 15 dias de duração.

Duke e Cindy têm sete anos de idade e são certificados a nível nacional em buscas por restos mortais – somente quatro cães no país possuem esse reconhecimento. Os animais vão trabalhar juntamente com outros 15 cães – seis deles trabalhavam com buscas por corpos, mas, devido ao trabalho intenso, as equipes de buscas de MG solicitaram apoio de MS.

O trabalho de buscas e resgates é feito em conjunto entre humanos e cães. Em Brumadinho, os binômios foram responsáveis por localizarem 80% dos corpos soterrados.

Cães-heróis

Major Fábio Pereira de Lima e o cão pastor belga Duke | Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros de MS

Segundo o major Fábio, o trabalho de buscas dos bombeiros é muito mais preciso quando existe um binômio homem-cão, já que os cães têm olfato aproximadamente 44 vezes mais aguçado que o humano.

Porém, os “cães-heróis” também se submetem a riscos para executarem as tarefas. “Assim como nós, bombeiros, arriscamos-nos entrando em locais insalubres, o nosso cão também está sujeito a isso. Mas ele está indo cumprir uma missão para a qual foi preparado ao meu lado”, explica.

O major destaca que exames constataram que os cães que atuaram no resgate em Brumadinho também apresentaram alterações na taxa de metais pesados no corpo, apesar do quadro não ser considerado preocupante.

Duke durante treinamento | Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros de MS

“Eles seguem monitorados e durante o período que estiverem atuando na cidade mineira, terão um tratamento especial, uma equipe com médicos veterinários empenhados para realizar exames, avaliação clínica durante toda missão evitando que eles adoeçam”, conclui.

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