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Cadê a chuva? Saiba porquê janeiro não está sendo tão chuvoso como esperado

No ano passado, a primeira dezena do mês já registrava cinco cidades com 60% do acumulado

O mês de janeiro é conhecido por ser o mês mais chuvoso do ano, no entanto as pancadas de chuvas que tem ocorrido em Mato Grosso do Sul, não está sendo como o esperado. O Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos) explicou porque as chuvas não estão sendo tão frequentes.

Conforme o órgão, um conjunto de fatores acabam afastando as possibilidades de chuva do Estado. A influência da Zona de Convergência do Atlântico do Sul, o alinhamento das instabilidades provocadas pelas passagens de frentes frias, o transporte de umidade vindo da Amazônia em direção à região sul do país, junto com as condições de fortes instabilidades termodinâmicas, está causando essa seca no mês.

Em comparação com janeiro de 2018, nos primeiros dias do ano, as cidades de Bela Vista, Coxim, Itaquiraí, Juti e Ponta Porã, já estavam com acumulados de chuva em mais de 60% do esperado para o mês, enquanto Dourados já se encontrava com 38,5% acima da média na primeira dezena de janeiro de 2018.

Neste ano, apenas Dourados e Ponta Porã estão com acumulado de chuva acima dos 60%.

No geral, a falta de chuva em MS é em decorrência de um sistema de circulação de ventos atuando nos médios níveis de atmosfera, que impede o desenvolvimento de nuvens de chuva em parte do Centro-Oeste e Sudeste.

Mesmo com o sistema de bloqueio atmosférico atuando, pancadas de chuvas ainda são verificadas no Estado em decorrência do calor e umidade que conseguem romper o bloqueio e formar nuvens convectivas localizadas.

Prejudicando safra

As poucas chuvas neste começo de ano e altas temperaturas têm prejudicado as safras de grãos em Mato Grosso do Sul. Entre 2 e 10 janeiro de 2018, Sete Quedas, Ponta Porã, Juti, Dourados, Bela Vista e Amambai já haviam superado o histórico de chuvas, enquanto o mesmo período deste ano está sendo bem diferente, comprometendo as lavouras de soja 2018/2019.

Segundo o presidente da Aprosoja MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Juliano Schmaedecke, a estimativa inicial era de 10 milhões de toneladas, porém devido à falta de chuvas o valor foi revisado com a quebra estimada em 11% com a colheita podendo chegar a 8,9 milhões de toneladas.

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