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Avianca cancela 27 voos com destino a Campo Grande em abril

Outros 23 cancelamentos seriam de origem na Capital

Até o dia 28 de abril, a Avianca cancelou 27 voos com destino a Campo Grande, e 23 saindo da Capital, um total de 50. No país a marca chega aos 2 mil cancelamentos. A lista pode ser conferida no site da empresa.

Segundo a Agência Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) cancelou 18 matrículas de aeronaves da empresa, dando cumprimento a uma decisão judicial que determinou a reintegração de posse desses aviões às empresas de leasing, donas das aeronaves.

Além disse, para minimizar os efeitos negativos dessas medidas, a Anac recomenda aos passageiros, que fiquem atentos aos comunicados da empresa sobre a situação dos voos e, em caso de dúvida, busquem informações no site da companhia aérea ou pelos canais de atendimento telefônico, eletrônico ou presencial.

Segundo a Avianca em o compromisso assumido com a Anac, os voos cancelados serão informados com ao menos 72 horas de antecedência.

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) enviou uma notificação à empresa, pedindo informações sobre o número de assentos vendidos e sobre como está sendo feita a distribuição de assentos, além do risco de mais voos serem cancelados.

Ainda de acordo com a Agência Brasil, os consumidores lesados devem apresentar suas reclamações na plataforma consumidor.gov.br, que pode ser acessada por navegador ou por aplicativo próprio disponível para os sistemas Apple e Android.

Recuperação judicial

No último dia 5, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial em uma reunião que durou mais de sete horas. O plano prevê a divisão da empresa por meio da criação de sete unidades produtivas isoladas (UPIs), que serão levadas a leilão.

Seis UPIs conterão partes dos direitos de pousos e decolagens (“slots”) da Avianca nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont e uma vai englobar o programa de fidelidade da empresa.

O plano de recuperação da empresa aérea foi homologado no último dia 12 pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. De acordo com a decisão, a empresa permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram as obrigações previstas no plano.

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