Assim como Bonito, Prefeitura de Jardim também prefere usar ‘dinheiro do Carnaval’ para outros fins

Não há recursos 'carimbados' para a festa e prioridade é pagar rescisões

Depois da polêmica da enquete lançada pelo prefeito de Bonito, a 300 km de Campo Grande, com a escolha entre gastar os recursos com o Carnaval ou com a compra de uma ambulância, a cidade vizinha escolheu seguir um caminho parecido. Pela rede social twitter, o prefeito de Jardim, cidade a 239 km da Capital, Guilherme Alves Monteiro anunciou que o recurso de cerca de R$ 95 mil, que poderia ser usado para a realização da festa de Carnaval, será usado para o pagamento de rescisões, fornecedores, kits e uniformes escolares.

“Carnaval será realizado pela prefeitura de Jardim? Não! Foi orçado um valor de R$ 95 mil para 3 noites e uma matinê. Porém, usaremos este dinheiro para pagar rescisões de servidores, kits e uniformes escolares, além de fornecedores. Obrigado pela compreensão”, tuitou.

Na rede social, o prefeito justifica que o saldo será positivo, já que a procura de hotéis, pousadas e passeios é feita por famílias de turistas, que procuram paz e descanso.

O prefeito ainda cita o presidente Jair Bolsonaro para explicar a decisão de cancelar a festança. “Estamos na era Bolsonaro, onde primeiro vem as obrigações do Estado, para depois vir os regalos”. Assim como é a situação em Bonito, os recursos são municipais e a administração tem a autonomia de decidir em que setor investir o dinheiro. O Prefeito Guilherme explica que não existe recurso carimbado para o Carnaval, diferente da saúde e educação, onde deveria ser investido 15% e 25% da receita líquida municipal.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Jardim confirma a decisão tomada pelo prefeito. Segundo a administração municipal, havia a possibilidade de pedir recursos para o Carnaval ao Governo do Estado, mas mesmo com a contrapartida, haveriam gastos de recursos próprios. “O governo não absorve 100% das despesas, ainda teria despesas como alimentação, equipe, hospedagem, estrutura de palco. Mesmo que tivéssemos este apoio, não há como investir recurso próprio. É questão de prioridade, preferimos pagar as pessoas que trabalham no município, o prefeito está pagando rescisões atrasadas desde 2017”, informa.

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