Destruída por temporal, Ribas do Rio Pardo vai decretar emergência

Valor total dos prejuízos deve ser divulgado ainda nesta sexta

Um dia após a tempestade atingir Ribas do Rio Pardo, a 97 quilômetros de Campo Grande, e deixar rastros de destruição onde casas foram destelhadas deixando várias famílias desabrigadas, causando alagamentos e quedas de árvores que foram registradas, a prefeitura da cidade vai decretar situação de emergência pelos próximos 90 dias, contando a partir da próxima segunda-feira (21).

O relatório para que se origine o decreto deverá ser concluído ainda nesta sexta (18). Nesta manhã, o chefe da Defesa Civil, Eraldo Loures, secretários e o prefeito Paulo Tucura estiveram reunidos para discutir melhorias na cidade. “Nós concordamos que vamos atender todo o pessoal e nós também estamos preparando o decreto”, afirmou Eraldo a reportagem do Jornal Midiamax.

Além do destelhamento, diversas árvores caíram durante o vendaval. (Foto: Marcos Ermínio)

Pelos próximos dois dias, as famílias que foram desabrigadas e que somam 50 até o momento, segundo a Defesa Civil, estarão sendo atendidas com o auxílio dos órgãos. Nessa ajuda, estão sendo distribuídos cestas básicas, cobertores, além de auxílio com assistência social.

“Creio que até o final do dia vou ter fechado o atendimento e vou ter todos os números fechados e já prontos com a orientação da Defesa Civil para o decreto do prefeito. Foram tantas casas, foram tantos atendimentos. Nós resolvemos repassar nos locais que passamos e visitar mais alguns bairros para ver se não ficou ninguém sem ser atendido”.

A previsão meteorológica, segundo Eraldo Loures, indica uma possível precipitação para o próximo domingo e levanta um alerta para a cidade, mas explica que todas as equipes estão preparadas para eventuais fenômenos que contou com a ajuda e orientação da Defesa Civil do Estado.

Medo em Ribas de Rio Pardo

Também na quinta-feira, a cidade de Ribas do Rio Pardo, a 97 quilômetros de Campo Grande, foi alvo de uma forte tempestade que causou destelhamentos, alagamentos e quedas de árvore. A parte alta da cidade foi a mais afetada com a forte chuva e vento. Cerca de 14 famílias precisaram ser realojadas e muitos locais tiveram grandes danos materiais.

A tempestade durou exatas meia hora, mas foi o suficiente para causar medo, destruição e deixar os moradores com pavor, mas também mostrou que a solidariedade fala mais alto mesmo em momentos de tensão.

Em um lugar sem infraestrutura, cheio de barracos e casinhas de madeira, os moradores se dizem ‘esquecidos’ pelo poder público. Então, na hora do desespero, o jeito é pedir socorro aos vizinhos e a solidariedade marca presença.

Conforme informado pelo meteorologista Natálio Abrão, da Uniderp, foram 35,2 mm de chuva em 19 minutos e os ventos chegaram aos 131,04 Km/h, sendo mais forte do ano registrado no Estado até o momento. Além disso foi registrada a queda de 193 raios em apenas 25 minutos de chuva, e em meia hora a umidade relativa do ar subiu para 98% na cidade.

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