Após promessa de pagamento, médicos retomam atendimentos eletivos na Maternidade Cândido Mariano

Direção tem até o próximo dia 30 para depositar valores

Os médicos da Maternidade Cândido Mariano decidiram retomar os procedimentos após promessa de pagamento para até o próximo dia 30. Na sexta-feira (20), a categoria anunciou interrupção nos atendimentos eletivos (não urgentes) na unidade, devido aos frequentes atrasos nos pagamentos -o último teria ocorrido há dois meses.

De acordo com o presidente do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Marcelo Santana Silveira, o retorno às atividades foi garantido após reunião com a diretoria da maternidade ocorrida na noite da sexta-feira, quando foi informado que um empréstimo estaria sendo concretizado para organizar a situação financeira emergencial da unidade.

“Fomos informados pela direção que um empréstimo está em andamento, a ser firmado até o dia 26, com o prazo para pagamento dos médicos até o dia 30. Então, diante disso, a categoria decidiu dar esse voto de confiança. Não temos intenção de prejudicar, estamos em estado de manifestação, mas a paralisação não é nosso objetivo”, destacou Silveira.

O sindicalista acrescentou que a categoria é bastante sensível à situação da Maternidade Cândido Mariano e que parte dos problemas ocorrem devido a defasagem da Tabela SUS, a partir da qual procedimentos médicos, insumos, equipamentos e procedimentos são pagos às unidades conveniadas, como é o caso da maternidade.

Atrasos frequentes

Na tarde da sexta-feira, Silveira destacou ao Jornal Midiamax que os frequentes atrasos estão relacionados aos repasses à maternidade, que não têm sido suficiente para suprir as demandas. Silveira detalhou que são R$ 265 mil originários da Prefeitura, R$ 245 mil do Estado e R$ 850 mil do Governo Federal.

“Os atrasos são uma situação recorrente. Em uma reunião nesta semana, os médicos pediram uma orientação do sindicato e nós fomos apurar. De modo geral, a conta não fecha e os repasses recebidos não tem suprido as necessidades”, comentou o presidente do Sinmed-MS.

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