Após mortes, Sejusp nomeia conselheiros em aldeias de Dourados

A taxa de morte de indígenas em Dourados chega a 101,1 a cada 100 mil habitantes, maior do que a média nacional

No mês passado, a morte de cinco indígenas em apenas uma semana na cidade de Dourados, a 225 km da Capital, chamou a atenção do poder público. Nesta quarta-feira (17), a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) instituiu os conselhos comunitários de segurança nas aldeias Bororó e Jaguapiru para o triênio 2019 a 2022.

Após os assassinatos, uma reunião buscou soluções para os crimes nas aldeias. Entre as medidas, foram definidas a criação de conselhos de segurança indígena compostos por representantes da comunidade e o policiamento ostensivo nas aldeias.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul, as taxas de mortes de indígenas na região de Dourados chegam a 101,18 a cada 100 mil habitantes, o que supera a média nacional de 29,2 a cada 100 mil habitantes.

A resolução institui que os conselhos terão como membros natos representantes da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros. A diretoria dos conselhos será composta por quatro pessoas da comunidade.

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