Com dois casos de meleca no molho de tomate, Procon diz que depende de denúncias

Para que haja recolhimento dos lotes, perícia e autuação é importante a denúncia

 

Com dois casos de de corpo estranho dentro de um sachê de molho de tomate da marca Fugini em Campo Grande na última semana, o Procon-MS destaca que é preciso que o consumidor denuncie para que haja atuação do órgão.

De acordo com superintendente do órgão, Marcelo Monteiro Salomão, até o momento não houve nenhuma denúncia sobre os casos e isso dificulta a atuação da fiscalização.

“Nós precisamos receber as denúncias para que haja uma fiscalização, o recolhimento e uma possível autuação da fabricante. Se houver a denúncia no Procon nós vamos com a Decon verificar e periciar os produtos”, explicou.

Para formalizar a denúncia no Procon-MS, que pode ser feita através telefone 151, no WhatsApp (67) 9 9158-0888. Ou presencialmente no prédio do Procon, localizado na rua 13 de Junho 930.

Casos

No último dia 6 de outubro, uma família encontrou uma substância que parecia um pedaço de carne dentro de um sachê da marca Fugini. 

De acordo com a denúncia, o molho de tomate foi adquirido num supermercado na região do bairro Tarumã, no dia 5, em Campo Grande, e foi utilizado parcialmente no preparo do jantar da família no dia seguinte.

Já nesta quinta-feira (17), uma dona de casa se assustou ao encontrar a ‘meleca’ dentro de um sachê do molho que estaria fechado dentro do armário.

Segundo ela, o produto foi adquirido na semana anterior em um supermercado na região do bairro Coophavila II sendo aberto nesta quinta-feira para o preparo do almoço.

No momento em que despejou o conteúdo da embalagem na panela percebeu a presença do corpo estanho semelhante a um pedaço de carne.

Vale destacar que apesar de serem da mesma marca, os produtos são de lotes e validade diferentes, mas ambos dentro do prazo indicado e no caso da dona de casa Keila o produto não teria sido aberto antes.

Em ambos os casos a empresa informou que os clientes seriam ressarcidos e o possível motivo da presença do corpo estranho seria um microfuro na embalagem, invisível a olho nu, devido ao manuseio incorreto no transporte e/ou armazenamento nos pontos de distribuição, onde o produto é contaminado pelo ar do meio ambiente, e consequentemente, surge o bolor.

A fabricante ainda destacou que o produto não possui conservadores e a contaminação pode ocorrer também no armazenamento por período incorreto na geladeira, pois no verso da embalagem é informado que o consumo deve ser realizado até 2 dias após sua abertura.

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