Após casos de raiva em MS, fazendeiros devem avisar sobre animais com sintomas

Animal sem apetite, com andar cambaleante seguido pela morte são sinais de alerta

Com quatro casos de raiva bovina confirmados na região de Costa Rica, a 384 km de Campo Grande, os fazendeiros devem ficar atentos aos sintomas no gado. Animal sem apetite, com andar cambaleante, seguido de morte devem alertar os pecuaristas. Nos últimos meses, 45 animais apresentaram sintomas.

Após a apresentação de sintomas de contaminação por raiva, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária e Vegetal) orienta não encostar no animal para evitar uma transmissão. Vale ressaltar que a raiva é uma zoonose e pode levar à morte de humanos.

O coordenador do programa de controle de raiva na Iagro, Fábio Shiroma de Araújo, afirma que a possibilidade de surto por raiva em MS é muito pequena, já que a região costuma fazer a vacinação contra a raiva. Depois da confirmação de quatro casos, a estratégia é orientar que os fazendeiros imunizem o gado caso ainda não tenham vacinado e comuniquem a Iagro sobre abrigos do morcego transmissor, o ‘morcego-vampiro’. Locais como cavernas, poços e casas abandonadas são considerados possíveis abrigos.

“O produtor comunica e a Iagro vai se deslocar até o abrigo para vistoriar. Se encontrar [morcegos], é feito o controle dessa população”, diz. Shiroma ressalta que em casos de raiva bovina não há nenhum tipo de sanção, interdição ou abate na propriedade rural.

O Inspetor Regional da Iagro em Costa Rica, Giuliano Rodrigo Caseiro Oliveira, explicou ao Jornal Midiamax que não há preocupações com a questão comercial, mas com a mortalidade de bovinos e com o risco de saúde pública, já que o trabalhador rural pode ser contaminado. “O boi não morde, mas se ele mexer na saliva do boi, tem vírus”, explica.

Os casos de morte de bovinos por raiva acontecerem em fazendas próximas. Duas fazendas eram vizinhas, outra estava localizada a cerca de 3 km e a última fazenda estava a 6 km das outras. O inspetor explica que casos de raiva bovina não aconteciam há 14 anos nesta região, o que fez com que produtores rurais se esquecessem do risco.

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