Além da polícia, assistência social também tenta acabar com cracolândia da Capital

Ações policiais têm tido antiga Rodoviária de Campo Grande como alvo

As abordagens realizadas na Operação Laburu, tanto pela PM (Polícia Militar) quanto pela Polícia Civil, não são as únicas para tentar coibir a permanência de usuários de drogas e pessoas em situação de rua, na ‘cracolândia’ região da antiga rodoviária de Campo Grande.

De acordo com a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) da Capital, equipes realizam abordagens contínuas as segundas, quartas e sextas-feiras pela manhã, e em ocasiões especificas podem se estender para outros dias e horários na semana.

Para essas pessoas, que vivem no antigo Terminal Rodoviário e no seu entorno, a SAS elaborou um plano de ação, com o objetivo de ofertar os atendimentos da assistência de forma programada e continuada, visando construir o processo de saída da rua dessas pessoas.

Vale lembrar que as operações da Segurança Pública, não são realizadas em parceria com as abordagens da SAS e que as equipes da Política de Assistência Social fazem a oferta dos serviços à pessoa em situação de rua que tem a opção de aceitar ou não o atendimento especializado do município.

É importante dizer que as pessoas em situação de rua abordadas e que aceitem a oferta da assistência são encaminhadas para alguns centros de atendimento do Município. Sendo eles o Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua), o Cetremi (Centro de Triagem do Migrante e População em Situação de Rua), Casa de Passagem Resgate, CAPS (Centro de Apoio Psicossocial), e algumas Comunidades Terapêuticas parceiras da Prefeitura.

Abordagem Social

Diferente das operações que visam coibir a prática de crimes, a abordagem social é um processo de trabalho planejado de aproximação, escuta qualificada e construção de vínculo de confiança com pessoas e famílias em situação de risco pessoal e social nos espaços públicos para atender, acompanhar e mediar acesso à rede de proteção social por meio da equipe do serviço e/ou denúncias da população e/ou através de busca ativa nos territórios.

A busca ativa e/ou denúncias podem ser realizadas no SEAS (Serviço Especializado em Abordagem Social), através dos telefones (67) 98404-7529 ou  98471-8149.

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