Agereg deve ser firme com Consórcio, avalia presidente da Comissão de Transporte

Vereador Júnior Longo diz que apenas após multa aplicada pela Agereg empresa decidiu comprar ônibus novos

O presidente da Comissão de Transporte da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Júnior Longo (PSB), acredita que a Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos) deve manter essa postura mais firma com relação ao Consórcio Guaicurus.

De acordo com o parlamentar, apenas depois de notificação e ameaça de multa de R$ 2,7 milhões, que acabou sendo suspensa pela Agereg, que o Consórcio decidiu comprar 55 novos carros para substituir os que estavam vencidos.

“Espero que se mantenha assim [firme], já que da outra forma não deu certo. Acho que a Prefeitura já deu tempo suficiente para o Consórcio, então acho que agora a Agereg deve adotar essa medida. Porque a impressão que dá é que só funciona na base da multa”, declarou Longo.

O vereador lembrou que tanto a Câmara Municipal, quanto a Agereg já havia enviado comunicado para o Consórcio solicitando ajustes devido a denúncias e não cumprimento de pontos do contrato, porém, a empresa que explora o transporte coletivo da Capital nunca adotou medida para resolver estes problemas. Segundo o vereador, eles apenas respondiam com negativas.

“Espero que se cumpra o contrato. Os dois lados têm direitos e deveres, então o que espero é apenas que eles cumpram as regras, que façam a parte deles, caso contrário, multa. A Prefeitura precisa melhorar a infraestrutura para diminuir os custos dos ônibus da mesma forma que eles devem cumprir com a parte deles”, afirmou o vereador.

Multa

No início de maio deste ano a Agereg aplicou multa de R$ 2,7 milhões no Consórcio Guaicurus por estar em circulação 48 ônibus vencidos, além de 80 prestes a vencer. No total, estão em circulação em Campo Grande 550 carros.

Porém, após a aplicação da penalidade, a empresa apresentou a Prefeitura de Campo Grande um ofício confirmando a compra de 55 novos carros. Com isso, a penalidade acabou suspensa por 90 dias, por determinação do órgão.

O prazo foi firmado porque seria o que a empresa apresentou inicialmente como o de entrega dos carros. Entretanto, a fabricante não poderá cumprir este cronograma e os ônibus só devem chegar na Capital em outubro. Com isso, a Agereg afirmou que depois dos 90 dias pretende reavaliar a multa após o prazo dado ao Consórcio se esgotar.

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