VÍDEO: ‘Caçadores de Meteoros’ registram bola de fogo cruzando o céu de Campo Grande

Rede de monitoramento tem quatro bases em Campo Grande

Durante o dia, o céu de Mato Grosso do Sul encanta com as cores. São tons alaranjados se sobrepondo que vão colorindo o céu azul do Cerrado e que chamam a atenção de quem vive por aqui ou vem passear. Ao anoitecer, o show no céu não é menor. Com menos poluição luminosa do que outras capitais, quem mora em Campo Grande e fixa o olhar nas estrelas, pode enxergar o que popularmente são chamadas de “estrelas cadentes”, mas que tecnicamente são os s e bólidos.

Em Campo Grande, na última sexta-feira (19), por volta das 20 horas, um bólido (um grande brilhante que explode na atmosfera) foi registrado pelas câmeras de Giovanni Rescigno, integrante da Rede Exoss – que monitora a ocorrência de s (em inglês, fireball) em todo o Brasil. De acordo com Rescigno, na Capital há quatro bases da rede que, durante a noite, estão apontadas para o céu e registram atividades astronômicas.

“São quatro estações que fazem o monitoramento de s durante a noite. As estações são compostas de um computador, uma câmera de circuito fechado de TV e um software que faz a captura. A câmera tem uma sensibilidade muito grande à luz e trabalha só a noite. Tudo o que passa na frente dela, ela faz a captura”, explica.

A estação que capturou a bólido da sexta-feira está na casa de Giovanni, mas também há estações no Clube de da Casa da Ciência da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), no Clube de Duília de Mello – dos alunos da Escola GAPPE – e na residência de outro integrante da rede Exoss.

Conforme Giovanni, a rede Exoss faz parte de um projeto de ciência cidadã, ou seja, quem observa um ou bólido céu pode ajudar na coleta de dados e pesquisa, relatando a observação, mesmo que não tenha formação em ciências. “Além de ter o sistema na câmera, o projeto tem a ferramenta ‘reporte um bólido’. [A pessoa] Pode ir na ferramenta e reportar. Marca a data e o horário e você recebe até um certificado”.

Segundo Giovanni, há o projeto, ainda em na fase de viabilização, para a instalação de uma estação com duas câmeras apontadas para o mesmo local, para que seja possível fazer a trajetória do . “Aqui ainda há pouco investimento em astronomia, mas tem bastante ocorrência de s. Nesta semana, com a chuva de s, a estação pegou 13 ou 14. Há pouca poluição luminosa e a latitude ajuda”, explica.

Quem quiser ficar de olho nos s que cruzam o céu do Brasil pode acessar o endereço eletrônico onde todos os dias são atualizados as capturas feitas e encaminhadas à Exoss.

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