UEMS da Capital instala placas em Braile nas portas de todo o campus

As instalações terminaram nesta quinta-feira (13), e todas a portas da Unidade da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), de Campo Grande, estão identificadas com placas em Braille. A iniciativa foi da própria unidade, em uma parceria entre a Gerência e o Laboratório de Pesquisas em Educação Especial e Acessibilidade da UEMS.

Segundo o gerente da unidade, professor Paulo Jurado, a proposta visa oferecer condições de inclusão social e atender as necessidades de deficientes visuais. “Essas etiquetas vieram depois de ser analisada a dificuldade enfrentada pelos portadores de deficiência visual em realizar tarefas do cotidiano devido à escassez de produtos contendo informações em Braille. Foi identificada a necessidade de incluir esse produto que os auxiliasse na interação com o ambiente”, explicou Paulo Jurado.

José Aparecido teve ideia e desenvolveu as placas em Braille para todas as portas da UEMS/CG

As placas foram confeccionadas no próprio Laboratório de Pesquisas em Educação Especial e Acessibilidade da UEMS com materiais reciclados equipamentos da UEMS. O braillista José Aparecido da Costa foi quem e teve a ideia e desenvolveu as placas em acetato, que foi retirado de capas de monografias que seriam descartadas. “É a minha primeira experiência com esse material, era um material que seria descartado. Fui pedindo de um por um para que me desse o material, pois nos tempos em que vivemos temos que nos preocupar com a parte ambiental. E posso assegurar que é a UEMS é primeira Universidade com tal acessibilidade”, contou José Aparecido.

Para a professora Celi Correa Neres, coordenadora do Laboratório de Pesquisas em Educação Especial e Acessibilidade da UEMS e coordenadora do Mestrado Profeduc, a iniciativa garante mais independência para os cegos. “Essa iniciativa permite o acesso dos cegos a todas as dependências da Universidade, proporcionando maior independência na sua circulação e também mostra a preocupação da UEMS em ser um espaço acessível a todos”, enfatizou a professora Celi Neres. (Assessoria)

 

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