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Sesau vai apurar se houve omissão de médico que foi preso por bombeiro em UPA

Paciente havia sido designado para UPA pela central de regulação

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) vai apurar se houve omissão de socorro por parte de um médico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, que foi preso por um militar do Corpo de Bombeiros, após se recusar a receber um paciente, conforme informações que constam em boletim de ocorrência.

A prisão ocorreu por volta das 23 horas da última quinta-feira (13). A Central de Regulação – que faz a distribuição dos pacientes nas unidades de saúde de Campo Grande – já havia direcionado a paciente para a UPA do Universitário. Quando os militares chegaram ao local com o paciente, foram recebidos pelo médico na frente da unidade dizendo que não iria receber o paciente porque o local estava lotado.

A Sesau informou ao Jornal Midiamax, por meio de nota, que será apurado se houve omissão ou negligência por parte do médico.

Primeiramente, a Sesau lamenta o ocorrido e reforça que as circunstâncias em que a situação ocorreu serão apuradas e, em caso de comprovação de ato de omissão ou negligência, será instaurado um procedimento administrativo para que as medidas cabíveis sejam tomadas. É preciso ressaltar que o atendimento é um ato do profissional médico que deve avaliar a melhor forma de atendimento”.

Prisão

O médico de 31 anos foi preso após se recusar a receber um paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário alegando superlotação. Segundo o registro da ocorrência, como já havia sido feita a regulação do paciente, o bombeiro pediu que o médico avaliasse a vítima e, então, redirecionasse o paciente a outra UPA.

O médico não avaliou o paciente e continuou afirmando que não iria receber ninguém na unidade. O sargento avisou a ele que iria dar voz de prisão por omissão de socorro e o fez. O médico se recusou a ir com os bombeiros para a delegacia e foi chamada a Polícia Militar para fazer a condução dele. Na delegacia, o médico foi autuado por omissão de socorro.

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