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Obras na Avenida Brilhante se arrastam até novembro

Segundo Exército, 65% do trabalho já foi concluído

As obras na Avenida Brilhante, executadas pelo CMO (Comando Militar do Oeste), devem durar até novembro deste ano. As intervenções, que começaram em fevereiro, causam uma série de transtornos para comerciantes e moradores. Nos locais onde acontecem as obras da avenida Brilhante, a situação é comum entre os comércios próximos: não há clientes. Mesmo em horário próximo ao meio-dia, a funcionária de um açougue pode contar nos dedos quantos pessoas já passaram por ali. No pet shop do mesmo quarteirão, a responsável não recebeu nenhum novo cliente durante toda a manhã.

Segundo a Prefeitura de Campo Grande, a obra de recapeamento e implantação do Corredor Sudoeste, nas ruas Guia Lopes e Brilhante, está dentro do cronograma de serviço. “Do trajeto total de 2,5 km de recapeamento, 70% já estão concluídos e de 1,3 km de drenagem, estão faltando apenas 360 metros”.

A administração municipal afirma que já estão sendo feitos os serviços de boca de lobo, rampas de acessibilidade no meio-fio e em algumas semanas será iniciada a aplicação do pavimento polimerizado na pista reservada ao corredor exclusivo do transporte.

Com crateras abertas na rua, barulho e poeira, a obra espanta clientes dos comércios. (Foto: Marcos Ermínio)

Com previsão de término para novembro deste ano, os comerciantes rezam para que a obra acabe o quanto antes e que os clientes voltem. Lethicia Santos é responsável por um pet shop na Brilhante e conta que a obra, que acontece no quarteirão onde fica o estabelecimento, já perdura por dois meses.

“Eles fecharam toda a quadra aqui, logo não tem como o cliente passar ou onde estacionar e isto atrapalha muito as vendas. Desde então, só recebemos cachorros que têm planos, de quem já é cliente fiel, não recebemos nenhum cliente novo e isso aqui era um lugar bem movimentado”, conta. Os proprietários planejam um café da manhã no fim de semana, na esperança de atrair novos consumidores. Em outro comércio, o dono colocou uma faixa para chamar consumidores e informar que o local permanece aberto apesar das intervenções na avenida.

A funcionária de um açougue da região conta que, além do fraco movimento, a poeira também atrapalha. “Estão fazendo a obra bem aqui na frente, então é a maior sujeira. Trabalhamos com comida, não pode ficar sujo, temos que fazer uma bela faxina todos os dias”, diz Anieli Oliveira. Mesmo em horário próximo ao almoço, o local recebeu clientes que cabem no número de dedos da mão.

O cabeleireiro Rodrigo Navarro estava com o salão vazio na manhã desta quarta-feira (11) e conta que só não se prejudicou com as obras porque recebe pessoas que já são clientes, agendam o horário e comparecem apesar dos transtornos de acesso. A dona de um outro salão, que não quis se identificar, aguardava ansiosa por um cliente que enfrentasse os desvios do trânsito para chegar ao local. “Dá muito prejuízo mesmo, ninguém aparece”, lamenta.

O exército ‘administra’ a fila de carros que de forma devido ao desvio no trânsito. (Foto: Marcos Ermínio)

Obra 65% concluída

O Exército justifica que as obras acontecem dentro do período previsto, que leva em conta o histórico de chuvas de 2017 e 2018. O Coronel Ferreira Santos, do 3° Agrupamento de Engenharia do CMO, explica que a obra demorou mais devido ao tempo para o conserto das redes de água, esgoto e fibra ótica, que não estavam inicialmente no cadastro. “A principal dificuldade encontrada foi a desatualização do cadastro das redes existentes”, diz.

Segundo o CMO, 65% da obra está concluída. Atualmente, passam por obras os trechos da avenida Brilhante, entre ruas Aduie Rezek e Hermenegildo Pereira, além da avenida Marechal Deodoro, entre ruas Guaianazes e Temininios, e da rua Espanha com rua José Paes de Faria. As próximas etapas preveem a finalização da drenagem e de remendos profundos, além da pavimentação da faixa de ônibus na rua Guia Lopes e avenida Brilhante.

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