Internet grátis, 250 árvores e calçadão: confira como deve ficar a nova 14 de Julho

Obras começarão em abril e devem terminar em 20 meses

Após anunciar o lançamento de licitação para a revitalização urbana da Rua 14 Julho com garantia de empréstimo de US$ 56 milhões, aproximadamente R$ 180 milhões, a Prefeitura de Campo Grande, divulgou edital do projeto Viva Campo Grande II. Dentre diversas novidades para a área central, o documento prevê que população deverá ter acesso gratuito à rede wi-fi, calçadão mais largo para transitar e paisagismo com 252 árvores plantadas.

O Jornal Midiamax teve acesso ao edital, com quase 200 páginas, em que são detalhadas as mudanças do trecho compreendido entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa e Avenida Mato Grosso.

Para o paisagismo do trecho central da Rua 14 de julho, o edital prevê a quantidade de árvores que deverão ser plantadas ao longo da via, que devem somar exatas 252 de diversas espécies, dentre Ipês (branco, roxo e amarelo), Jacarandá bico de pato, Árvore da China e outras. Além da arborização, o projeto inclui arbustos e gramas para o paisagismo.

O edital também planeja a construção de um “calçadão” para melhor comodidade dos pedestres, ampliando a calçada, que hoje tem 3 metros de largura, e deverá dobrar o tamanho, passando a ter 6,5 metros. Haverá a instalação de sinalização e novos semáforos com sinal sonoro acessíveis os deficientes visuais.

Já para os veículos, a mudança será para as faixas de tráfego e estacionamento.  Ao invés de quatro faixas existentes atualmente, haverá apenas duas para o movimento dos carros e estacionamento na via será proibido. Com a redução das faixas e revitalização, as linhas do transporte coletivo que passam pela Rua 14 de Julho deverão mudar o itinerário.

Em trecho da 14 de Julho entre a Avenida Afonso Pena e a Marechal Candido Mariano Rondon, asfalto tradicional em lama asfáltica, será substituído por piso intertravado, mesmo material que será usado nas calçadas. O meio-fio será rebaixado, desta forma a calçada terá o mesmo nível que a pista. Nos demais trechos, entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa e Afonso Pena; da Cândido Mariano até a Avenida Mato Grosso, o recapeamento será feito com pavimento tradicional.

O edital também prevê a instalação de rede wi-fi gratuita para as pessoas que passeiam ou fazem compras nas lojas localizadas na 14 de Julho. Haverá também a instalação de 11 placas eletrônicas com GPS para auxiliar os pedestres.

A rede de fiação aérea de energia elétrica e telefônica deverá ser totalmente axcluído e dará espaço para fiação subterrânea, eliminando a poluição visual.  Já a drenagem será feita com o escoamento de águas pluviais através de canaletas junto ao meio fio, eliminando pontos de enxurrada que ocorrem nas regiões da rua.

O documento também estabelece a remoção dos postes de luz, que darão espaço a instalação de luminárias com postes em luz de LED nas calçadas, posicionadas próximos aos bancos disponíveis aos moradores que passeiam pelo centro.

Obras e valores

Com a licitação concluída e empresa definida, a expectativa é que as obras comecem em abril deste ano, com o prazo de 20 meses para a conclusão. O investimento previsto é de R$ 54,8 milhões, cerca de US$ 14,5 milhões, parcela do empréstimo de US$ 56 milhões contratados junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para viabilizar o a Centro).

Internet grátis, 250 árvores e calçadão: confira como deve ficar a nova 14 de JulhoAo longo do trecho de 1,4 quilômetro, onde haverá intervenções, entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso, será refeita a rede de drenagem (ao custo de R$ 4,6 milhões);  recapeamento do pavimento (R$ 2,3milhões); redes de  água (R$ 895 mil) e esgoto (R$ 1,5 milhão); novas calçadas, com padronização, acessibilidade (R$ 2,4 milhões); sinalização (R$ 1,8 milhão); paisagismo (R$ 1,4 milhão); iluminação pública (R$ 2,4 milhões); mobiliário urbano (R$ 1,7 milhão), incluindo bicicletários, bancos, lixeiras, defensas, vasos e murais.

Metade dos investimentos, cerca de R$ 27,7 milhões, serão destinados a substituições da rede “aérea” de energia elétrica para a rede subterrânea.

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