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Greve dos caminhoneiros afeta economia de MS e animais ficam sem ração

Situação é preocupante, segundo secretário

A greve dos caminhoneiros que, nesta quinta-feira (24) entrou no quarto dia, já afeta diretamente o abastecimento de combustível e de alimentos e, pode afetar a economia do Estado com prejuízos ao setor produtivo.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, classificou a situação como “extremamente preocupante para os produtores do Estado”. “Hoje continuam os bloqueios em todo o Estado e já enxergamos os efeitos diretos na economia”, diz Verruck.

Segundo Verruck, entre os primeiros reflexos, estão o descarte de leite e a possibilidade de animais passarem fome, sem a entrega da ração aos abatedouros. Contratos de exportação também podem ser afetados com as cargas paradas, sem chegar aos portos causando “travamento da economia”.

O secretario aponta quem Dourados –a 225 quilômetros de Campo Grande – cerca de 150 mil animais de um dos abatedouros locais estão sem com a alimentação comprometida, pois, os caminhões de ração nem saíram das fábricas.

“Nesse momento, 150 mil animais estão no produtor passando fome. Se não forem alimentados hoje, podem falecer. Além do bem-estar animal, tem a questão que mesmo que seja alimentado, eles não recuperam [o peso]”, diz o secretário.

A produção de leite também está sendo atingida, pois, os produtores não conseguem escoar a produção. Em alguns locais, o leite está sendo distribuído gratuitamente e os laticínios também estão descartando, pois é perecível e pode ficar pouco tempo armazenado.

A atuação do governo Estadual, segundo Verruck, está sendo no sentido de ações pontais para negociar com os caminhoneiros a passagem de algumas cargas. Em Sidrolândia, uma carga já foi liberada. “Entendemos que o protesto é legitimo, mas, não na forma de bloqueios, pois, há muitas cargas vivas e perecíveis”, explica.

Nacionalmente, haverá reunião nesta quinta-feira (24) do governo Federal com o movimento dos caminhoneiros.

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