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Empresa conhecida por não pagar funcionários atrasa salário de vigilantes do Regional

Unidade Médica alegou que a Disp não está apresentando as certidões negativas necessárias para comprovação de regularidade fiscal

Vigilantes terceirizados do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) estão desesperados com com a falta de pagamento e benefícios da empresa contratante Disp Segurança e Vigilância. Há dois meses, os colaboradores traçam uma batalha tentando receber os direitos pelos serviços prestados.

Os 18 vigilantes lotados na Unidade Médica alegam descaso com encargos trabalhistas e falta de pagamento dos últimos meses trabalhados.

Em conversa com o Jornal MidiaMax, os colaboradores garantiram que já tentaram de todas as formas uma negociação com a empresa. Os funcionários também afirmam que algumas pessoas já foram desligadas da firma e não receberam o acerto previsto em lei.

“Há 3 meses o ticket está atrasado e faz 2 meses que não recebemos o salário. Alguns vigilantes estão sendo mandados embora sem receber o mês que trabalhou, quem dirá o acerto. Alguns funcionários estão há meses sem o depósito do FGTS, nem os encargos trabalhistas estão pagando.”

Ainda, conforme os denunciantes, a Disp fecha as portas e não aceita um diálogo com os contratados. Os vigilantes relataram que a única informação que chega até o local de trabalho é que a terceirizada não tem dinheiro em caixa.

Por meio de assessoria de imprensa, o Hospital Regional alegou que a empresa não está apresentando as certidões negativas necessárias para comprovação de regularidade fiscal junto à Receita Federal.

E que “por recomendação da Procuradoria Geral do Estado – PGE/MS as liberações estão acontecendo na medida que a empresa apresenta as comprovações dos recolhimentos referentes aos encargos. Em razão disto, o HRMS abriu processo licitatório para novo certame, tendo em vista que a empresa não comprovou regularidade documental para renovação de contrato.”

A reportagem tentou entrar em contato com a gerência da Disp, mas uma porta-voz, identificada como Tânia, limitou-se a dizer que a empresa não vai se manifestar sobre as denúncias e irregularidades.

“Nosso maior medo é que os boatos se concretizem e que a Disp alegue falência para não ter que pagar ninguém. É uma crueldade o que estão fazendo conosco. Pais e mães de família estão contando com a ajuda de parentes e de doações para sustentar a casa.”

Reincidente

Em fevereiro deste ano, a Disp foi condenada pela Justiça do Trabalho de Mato Grosso por danos morais coletivos.

Na decisão, o juiz Ulisses de Miranda Taveira, da 3ª Vara do Trabalho de Cuiabá, determinou que os pagamentos dos salários fossem feitos até o 5º dia útil do mês, além do pagamento de danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil e multa de 500 reais por cada obrigação descumprida e por cada trabalhador prejudicado.

A ação civil pública acionou a empresa por atrasos no pagamento dos salários dos funcionários.

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