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De garrafas pet a eletrônicos, alunos da Reme exploram criatividade em campeonato de aerobarcos

Assessoria

Placas de isopor, garrafas pet, baterias e até motor de secador de cabelo foram utilizados nos projetos de aerobarco desenvolvidos, com muita criatividade, por 20 alunos da sala de Altas Habilidades e Super Dotação da Rede Municipal de Ensino (Reme) que participaram, nesta sexta-feira (9), do Campeonato de Aerobarco, que aconteceu no Centro Municipal de Treinamento Esportivo, no bairro Carandá Bosque.

Barcos (3)O evento atraiu a atenção do público pela originalidade dos barcos, que apresentaram temas variados. Teve projeto elaborado apenas com garrafa pet até modelos que lembravam iates, barcos de passeio e até com camuflagem de guerra, com direito a soldados de brinquedos colados.

O campeonato é resultado do trabalho desenvolvido na Oficina das Invenções, idealizada pela professora responsável pela sala, Cléia Assis Yto. A proposta é estimular a inteligência criativa e a capacidade de solucionar problemas, além de estimular a concentração dos alunos.

A competição deste ano foi dividida em dois níveis e destacou trabalhos de alunos da pré-escola ao 5º ano e do 6º ao 9º anos. Todos frequentam, no contra turno, a sala de Altas Habilidades, instalada na escola Alcídio Pimentel. Venceram o campeonato os protótipos que alcançaram a linha de chegada na piscina do Centro de Treinamento.  Os alunos participaram individualmente e em equipes.

A secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, destacou que a gestão atual está empenhada em oferecer, no próximo ano, um espaço maior e mais amplo para os alunos que utilizam a Sala. “Estamos muito satisfeitos com os projetos desenvolvidos, especialmente com o envolvimento dos pais, que é parte importante do nosso sucesso”, ressaltou.

Já no aquecimento, era visível a empolgação dos pais que contribuíram com os projetos.

Um dos mais animados era o gerente de loja Illan de Araújo, pai do aluno Ian, de 8 anos, da escola Coronel Antonino. Ele desenvolveu um barco batizado de Rinoceronte, construído com isopor, baterias e o motor de um secador de cabelo da mãe, que estava com a resistência queimada.

“O Ian pesquisou tudo eu só dei um suporte”, conta o pai. O projeto consumiu duas semanas de pesquisas que valeram a pena, já que o protótipo conquistou medalha de bronze me sua categoria.

“Fiquei muito feliz. Trabalhar com meu filho foi ótimo porque é a oportunidade de conhecermos o conteúdo que eles estão aprendendo”, ressaltou.

O aluno Caio Henrique Pimentel de Souza, 13 anos, do 7º ano da escola Elpídio Reis, conquistou o primeiro lugar em sua categoria e também gostou de desenvolver a ideia junto do pai e que originou em um aerobarco de isopor com apenas um dia de trabalho. “Desde pequeno desmonto brinquedos e sempre tive curiosidade para ver o que tinha dentro deles. Quero ser engenheiro eletrônico, por isso achei muito interessante o projeto”, afirmou.

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