Concursos da UEMS estão mantidos e professores assumem em 2019, diz reitor

Concurso cobrirá cerca de 40% do déficit de docentes da universidade

O reitor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Fábio Edir dos Santos Costa, afirmou que o cronograma de concursos que foram previstos para acontecer neste ano estão mantidos, conforme já havia sido anunciado na última quarta-feira (16), durante reunião do Coune (Conselho Universitário).

Segundo o reitor, o concurso abrirá vagas para suprir 40% do déficit de professores, ou seja, de 55 a 60 postos, e terá edital publicado ainda neste semestre, com as bancas e homologações para o segundo semestre, e posse prevista para o início do ano letivo de 2019.

“São vagas emergenciais, que são necessárias para o andamentos de vários cursos cujas vagas não conseguimos preencher com professores temporários. Ou, ainda, vagas que ficaram pendentes devido a professores que se aposentaram, pediram exoneração ou faleceram”, explica o Costa.

A declaração do reitor é resposta à manifestação de acadêmicos do campus de Campo Grande, que decidiram suspender atividades acadêmicas por dez dias a fim de pressionar a abertura de concurso para efetivação de professores. Segundo os discentes, a falta de professores atinge principalmente cursos da área de humanas, como Geografia, Artes Cênicas e Letras.

Cronograma mantido

O reitor da UEMS destaca que não houve quebra do acordo no qual a administração da universidade e o governo do Estado se comprometeram em realizar concursos. “Conforme o anunciado, o concurso acontecerá. Só que não vai ser da maneira ideal, mas da maneira possível. Temos uma demanda, atualmente, por cerca de 140 novos professores, mas há alguns fatores que nos impedem de realizar todos os concursos”, destaca Costa.

Os fatores, no caso, são a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que impede gastos com folha de pagamento acima do limite prudencial, e a legislação eleitoral, que proibe a abertura de concursos, bem como homologação e posse, durante o período de campanha eleitoral.

“Ou seja, o cronograma está mantido, o concurso nunca foi suspenso. Está dentro do planejamento. Sabemos dos problemas enfrentados pelos estudantes e que há essa necessidade crescente de investir em concurso de professores, mas existem esses obstáculos”, destaca o reitor.

Cursos de medicina

O reitor rebate informação de que há cursos privilegiados com vagas de concursos, de acordo com apontamentos dos estudantes. Segundo ele, as vagas emergenciais contemplam cursos com maior defasagem e que não conseguiram contratar nem professores temporários.

“No caso do curso de medicina, que é alvo de críticas, temos um problema, que é não conseguimos fixar professores médicos dentro do quantitativo necessário. E o que fizemos foi aumentar o número de vagas, porém, com carga horária reduzida e consequentemente menor remuneração. Em vez de professores em regime de 40 horas semanais, são concursos de 20 horas”, explica.

Para a próxima semana, uma reunião está mantida para as 14h, que contará com a Pró-Reitoria de Ensino, Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano, Procuradoria Jurídica da universidade, além de coordenadores de cursos e representantes discentes, na qual esclarecimentos e prazos serão novamente informados.

Atualmente, a UEMS tem 66 cursos de graduação em 15 municípios de Mato Grosso do Sul. A expectativa da reitoria é que em cerca de 5 anos o quadro de professores efetivos da universidade se normalize. “Mas, essa é uma questão que sempre varia, já que há professores que se aposentam ou que por outros motivos deixam o quadro de docentes. É um trabalho contínuo”, finaliza.

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